17.6.08

Os Verbos e Eu


Eu quero: Um pedaço de giz pra desenhar um sol no chão. Quero uma manhã ensolarada e um sorriso de "Bom Dia". Quero multiplicar os dias felizes e subtrair os tristes. Quero uma caixa de chocolates. Quero um lápis de cor, blocos de desenho...

Eu tenho: muito o que dizer, muito o que fazer, muitos lugares para ir e muita coisa pra viver... eu tô só no começo!

Eu gostaria de ter: a visão mais aguçada, pra enxergar além da superficialidade. Queria ouvir além do que as palavras que ouço, ouvir além dos pensamentos...

Eu gostaria de não ter: exagerado na dose, de não ter passado dos limites, de não ter perdido pessoas que eu perdi, de não ter sido egoísta como já fui... Ás vezes dói aprender certas coisas. Ás vezes, eu gostaria de voltar atrás e evitar certos acontecimentos. Mas é mais uma coisa que entra pra lista de coisas que eu gostaria de não ter feito.

Eu acho: que a noite vai esfriar ainda mais...

Eu odeio: que me digam o que fazer. Odeio que me apontem o dedo e digam "você está errada" sem ter no mínimo um motivo plausível para isso. Odeio que me acusem sem provas. Odeio que testem a minha paciência. É sério, existem pessoas que fazem isso (com ou sem intenção) e não importa a ocasião, me irritam profundamente! Não precisam testar a minha paciência, eu já aviso com antecedência: ela é bem curta!

Eu sinto saudades: de pessoas que morreram, de amigos que se afastaram, de parentes que moram longe, dos sobrinhos que quase não encontro mais, do allstar velho e rabiscado que eu ia pra escola, da gatinha que sumiu há anos e anos, do tempero da comida da minha Vó (porque nunca mais eu fui almoçar lá?), do som da risada dele...

Eu faço: o que eu posso. Houve um tempo que eu quis abraçar o mundo inteiro sem notar que meus braços eram curtos. Queria fazer tudo ao mesmo tempo e acabava não fazendo nada. Houve um tempo que eu achava que, pra fazer alguma coisa boa, eu precisava me sacrificar ao máximo. Hoje eu faço o que eu posso, o que estiver ao meu alcance. E o que for grande demais, eu faço aos poucos, eu peço ajuda, eu divido...

Eu fiz e não faria de novo: eu fiz intrigas, eu forjei verdades, eu enganei, menti...

Eu fazia e deixei de fazer: eu já tive mais paciência com as pessoas, hoje elas me entediam. Eu já ouvi por horas e horas, pessoas me contando sobre seus problemas, suas crises existenciais, sua auto-piedade... Mas o mundo que eu enxergo hoje, tem menos poesia, menos lirismo, menos fantasia e eu não tenho tempo para o egoísmo alheio. Sabe, quando a gente repara como as dores de quem sofre de verdade podem te cortar só de saber, você perde um pouco da paciência com quem acha que o seu problema é maior do que o do resto do mundo. E eu tô pouco me lixando pro umbigo alheio.

Eu escuto: música, conversas, notícias, vento, canto dos pássaros, cachorros latindo, a vida passando, pessoas falando (e acreditem, as pessoas falam demais)... E eu ouço tudo que me dizem, mas absorvo só o que me convém. Já dizia aquela música do Capital: "se eu for ligar pro que é que vão falar, não faço nada"

Eu cheiro: tudo. Eu cheiro as roupas que acabei de lavar, cheiro a comida antes de comer, cheiro perfumes, xampus e sabonetes antes de comprar, cheiro o perfume de quem me abraça, cheiro o travesseiro quando acordo, cheiro o vinho antes de beber... Eu pareço um cachorro farejando comida...

Eu me pergunto: se estou no caminho certo, se estou fazendo as melhores escolhas, o que eu posso fazer pra me tornar melhor, o que eu posso fazer pra ajudar quem precisa da minha ajuda, o que eu posso doar, do que eu posso me desfazer, o que não vale a pena...

Eu me arrependo: de me guiar pela raiva quando não estou raciocinando direito e me arrependo de magoar as pessoas por fazer isso.

Eu amo: minha família, meu namorado, meus amigos, pessoas que eu ainda vou conhecer, os filhos que eu ainda vou ter...

Eu sinto dor: e quem não sente?

Eu sinto falta: e ter conversas, de molhar os pés no mar, de brincar com meus sobrinhos, de comer frutas colhidas no pé, de matar aula com o amigos, de comer chocolate, do pão de queijo de BH, de me esconder das broncas da minha mãe, de passar a tarde inteira jogando video game (atari / x-box), de pegar escondida os perfumes e bijuterias da minha Vó, das aulas de teatro, de ouvir as piadas do meu tio...

Eu sempre: penso duas vezes antes de entrar mas tem certos momentos que atingem o inconsciente popular...

Eu não fico: perdendo o meu tempo com coisas banais, com dicussões cíclicas, com desconfianças bobas ou com problemas sem solução. Ainda mais se forem problemas alheios...

Eu acredito: em Deus. Não sei quantas pessoas que me lêem acreditam ou deixam de acreditar. E isso é uma coisa que eu, realmente, não discuto! Eu acredito, sempre acreditei e não vou deixar de acreditar!

Eu danço: mal, muito mal, mas danço conforme a música.

Eu canto: desafinado a mesma música cem vezes.

Eu choro: sempre que tenho vontade, sempre que tenho saudade, sempre que o calo aperta, sempre que a realidade me bate á porta dizendo que os sonhos são bonitos, mas que ela está aqui pra e explicar umas coisinhas sobre a vida real...

Eu falho: tu falhas, nós falhamos...

Eu luto: pelo que eu acredito e "da luta não me retiro".

Eu escrevo: sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." ~Clarice Lispector (porque ela fala por mim)

Eu ganho: se cair cara. Se cair coroa, a vitória é de vocês!

Eu perco: as chaves de casa, eu perco o freio, estou em milhares de cacos eu estou ao meio...

Eu nunca: fui um bom exemplo pra ninguém. Nunca tive paciência. Nunca fui "a boazinha" da turma, muito pelo contrário. Sempre fui a amiguinha má que seus pais diriam pra se manter longe. No entanto, nunca fiz nada que envergonhasse minha família, nunca ofendi ninguém sem motivos, nunca fiz um mal gratuito a quem quer que fosse. No fim das contas, acho até que estou ficando boazinha (na medida do possível).

Eu estou: vivendo o momento mais bonito, mais mágico e mais especial da minha vida! Tanto, que ás vezes eu acho que estou sonhando. Mas quando reparo que estou de olhos abertos, penso que talvez esteja sonhando acordada. Mas também posso estar dormindo, sonhando que estou acordada pensando se estou ou não estou dormindo (o que é mais provável). Alguém me belisca pra tirar essa dúvida?

Eu sou: fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher, minha mãe, minha filha, minha irmã, minha menina... Mas sou minha, só minha. E não de quem quiser...

Eu fico feliz: se você estiver feliz. Fico triste se você estiver triste. Que tal se você ficasse rico?

Eu tenho: que dizer: esse verbo já apeceu lá no início do texto.

Eu preciso: avisar que esse post é um memê que a Lusinha me passou. E eu preciso confessar que eu deveria ter dito isso lá no início, mas eu quis fingir que tive a idéia de atualizar o blog sozinha. E ela ainda me indicou esse prêmio dizendo que este é "um blog de ouro". Eu agradeço de coração, mas não vou indicar pra ninguém em especial, porque não gosto de ser injusta e não quero ter que escolher. Fica um prêmiozinho desse pra cada um da minha lista de links. ;o)

Eu deveria: Largar um pouco a preguiça pra colocar algumas idéias em prática e escrever algumas coisas que eu estou com vontade de dizer aqui!



E só mais uma coisa:
Eu preciso confessar, que eu nunca respondo Memês, mas que este me salvou de uma crise do estilo "o-que-postar". Se alguém quiser responder, pode copiar a idéia - não foi minha mesmo...
=D



Em PoA

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Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
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