segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bye 2013, Hello 2014!



E foi assim o meu 2013.
Como bem disse um amigo meu, essa é a graça da vida. Concordo, só que nem sempre.
2013 foi um ano peculiar. Digo isso num sentido bom, apesar de ter a sensação que 2013 durou, por baixo, uns três anos. Algumas semanas pareceram durar um mês inteiro.
Foi um ano de muito (muito) trabalho, de muito esforço e de muito cansaço.
2013 foi jornada dupla! Às vezes tripla! E haja energético nessa vida...
Tiveram algumas perdas, como todo ano. Umas irreparáveis, outras nem tanto e mais algumas que ainda precisam de certa atenção.
Porém, juntando tudo que eu teria para reclamar de 2013, não ultrapassa o que eu tenho a agradecer.

Em 2011, prometi que faria o curso profissional de Fotografia. Fiz em 2013.
E foi uma das coisas mais legais e satisfatórias que eu fiz esse ano!
Fiz o curso de fotografia, vi pessoas valorizando o que eu estava fazendo, fui convidada para expôr uma fotografia em uma exposição dos melhores alunos do Senac, fechei meu primeiro contrato de fotografia onde me pagaram pelas minhas fotos e achei isso muito supimpa!
Foram vários eventos e casamentos com minha coach e mentora, algumas broncas, alguns elogios e o mais importante: a certeza de ter escolhido um caminho que eu gosto muito de trilhar.
Algumas parcerias chegaram ao fim, outras iniciaram. Assim também foi 2013.

Há pelo menos 10 anos digo que queria voltar a estudar. Sempre deixando pra depois, para a próxima resolução de fim de ano, sempre mudando de ideia quanto ao curso, quanto ao momento, quanto à vida, o universo e tudo o mais.
Procrastinei. Procrastinei uns 30 anos, pra ser mais exata.
Em 2013 me dei conta (um pouco tarde, eu sei) que não tenho todo o tempo do mundo.
Então, aquela promessa que eu fiz em 2004, cumpri em 2013.
Voltei a estudar. Estou cursando Comunicação Social e Jornalismo e dessa vez, sentindo que pode sim, dar certo. Sobre ser isso mesmo que eu quero da vida? Não sei ainda. Mas acho que vale a experiência.

Eu demorei muito tempo para decidir ser adulta. E com "ser adulta", estou dizendo muito mais do que amadurecer ou encarar a própria idade. Falo também sobre aceitar as coisas que acontecem em nossas vidas, como sendo apenas coisas que acontecem. Algumas por minha culpa, outras por consequência. Não importa a ordem dos fatores (não é assim que dizem?), superar traumas, bloqueios e se permitir viver coisas novas, também fizeram parte de 2013.
Foi o ano em que parei de amputar o que eu poderia viver de bom por medo de repetir o que eu vivi de ruim.

2013 foi o ano em que eu tentei mais uma vez, assim como diziam em um comercial de fim de ano do ano passado. Tentei outra vez, insisti mais um pouco, segurei minha onda e tentei não pirar tanto.
Descobri a vida mais leve, mais doce, me deixei respirar sem tanta neura e consegui ser um pouco mais, eu mesma.
Gritei quando tive vontade de gritar, chorei quando o coração apertou, me emocionei com coisas bonitas que eu vi, vivi e participei.
Há muito mais tempo do que eu me lembro, venho nutrindo uma dificuldade ímpar em confiar nas pessoas, nas relações entre elas (românticas ou não). 
Mas nesse 2013...
Me envolvi e deixei que se envolvessem comigo ♥. Finalmente, depois de tanto tempo, abri um novo espaço para confiar. E acreditei que poderia ser diferente. E foi. E está sendo. E que continue assim em 2014.

Tomei grandes decisões em 2013! Cresci um pouco mais (como pessoa, continuo baixinha).
Aprendi um montão de coisas boas e algumas ruins também. Fazer o que? Faz parte!

2013 foi o ano em que mais ganhei presentes! E não estou falando de coisas materiais.
E eu só queria dizer que eu sou grata por cada um de vocês que fizeram parte da minha vida nesse 2013 que se encerra. Sou grata por cada segredo, cada confissão, cada carinho, cada gargalhada, cada demostração de carinho.

Olha, 2013, você está de: Parabéns.
Ninguém acerta em tudo, ninguém é bom o tempo todo. Então, mesmo com as coisas ruins que aconteceram, 2013 foi, surpreendentemente, um ano feliz!
Espero que 2014 seja um 2013 com update, com as falhas corrigidas e novas funcionalidades.
Para vocês que (ainda) me acompanham aqui, desejo o melhor ano novo do mundo!
Que 2014 cuide bem de vocês e que seja, além de tudo, um ano feliz!


Feliz 2014!

domingo, 20 de outubro de 2013

O Amor é Cama


por Tâmara Abdulhamid

O amor é cama. É nele que me jogo e descanso. Não me perturbo com o amor. Quando sei que está lá, firme, sobre quatro apoios, eu simplesmente deito. Devagar ou me jogando, mas sempre deito. Não me pergunto se o amor está mais frio que ontem ou menos fofo do que semana passada. Não me perturbo com o fato de que o amor pode mudar, ou aumentar. Não me pergunto se é grande ou se só me cabe. Basta portar o pés para dentro. Se tiver isso, me adentro e fico ali, recolhida. O amor é cama, onde posso dormir. Onde escolho confiar minha mente, onde escolho abandonar minhas reservas, onde escolho ser íntima, sem sapatos. Onde jamais deito suja, onde jamais deito com roupa da labuta. Não trago o labor para a cama, não recepciono meu descanso com tormentos. Não estrago a paz com venenos e moldes. O amor é cama e o gozo do amor é o sonho. Afrouxo minhas defesas e mergulho sem saber se irei acordar. Gozar do amor é paz. Eu me jogo sem saber do amanhã, sem saber se dali sairei viva. É o amor que me leva para o outro dia, é o amor que me renova. É pelo amor que espero o dia inteiro, que enfrento minhas batalhas. Não deito em minha cama com o medo de que ela irá se quebrar. Não me espalho perseguida pelo sentimento de que ela irá virar sozinha para a esquerda, sem que eu não tenha, antes, provocado isso. Não olho com desconfianças para a minha cama. Quem a escolheu fui eu. E ela, sendo receptiva e indo parar no meu quarto, no seio da minha intimidade, sem relutar, também me escolheu. Então, não sofro. Nem com a possibilidade de que ela irá se desgostar de mim no meio da minha noite, que irá me rejeitar no cochilo do domingo à tarde ou que um dia se partirá ao meio. Sozinha, por vontade própria não irá. Por isso não me perturbo, porque também sei o que faço. Não a esfaqueio, não a deixo suja, não a maltrato. Eu zelo pela minha cama. Eu compro travesseiros. Eu a enfeito, a perfumo. Faço por ela, por mim. O amor é a minha causa e todas as minhas consequências de uma vida boa, em uma cama boa.



• Texto da super sensacional Tâmara Abdulhamid do blog Letras e Flores
• Publicado originalmente em 07 de Abril de 2013.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Machismo que você não nota, a patrulha da saia curta, Ivete, Anitta e todas nós!

Foto: Daryan Dornelles

"A estupidez coloca- se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver." - Bertrand Russell

Se Russell soubesse o tanto de estupidez que andamos vendo por ai...
Nem sempre é bom saber como as pessoas pensam. Mas eu insisto nessa prática. É sempre surpreendente perceber como tanta gente ainda mantém aquela mentalidade provinciana, atrasada. E não, não estou falando do meu avô. Ele até que é bem moderninho pros seus mais de 80 anos.
Acontece que tem gente que está tão certo de suas opiniões que o facebook virou um mural de imbecilidades e eu, sinceramente, não sei se fico com pena ou com raiva. Mas lamento profundamente a falta de uma consciência coletiva.
Tem coisas que se aprendem na infância, tem coisas que se absorve com o passar dos anos.
Por exemplo, você não catuca o nariz em público porque é feio e sua mãe lhe ensinou isso.
Você não faz comentários maldosos sobre a deficiência de alguém porque você sabe que além de ser errado, é discriminação, é ofensivo e você pode se encrencar. Certo?
Pergunto-me onde foi que as mães da geração anterior erraram pra ter tanta gente pensando asneira por ai.
De onde você tiraram a infeliz idéia de que podem dizer o que pensam de
qualquer forma, pra qualquer pessoa? De onde vocês tiraram o direito de julgar, acusar ou tecer comentários a uma mulher qualquer, conhecida ou estranha, a respeito do que quer que seja: seu corpo, suas roupas, seu comportamento? Os americanos chamam isso de “atenção não solicitada.”  Ou seja: Indesejada!
Acho que não preciso exemplificar o significado de “indesejado” aqui.

Vocês ai, que ficam falando das suas opiniões machistas pra quem quiser ver: vocês não tem mãe não? Irmã, prima, tia... Já pensou se começassem a trata-las igualzinho você anda fazendo?
Uuuhhhhh. Né?



Certa vez, eu voltava da sorveteria com uma amiga quando um sujeito nos abordou dizendo "nossa, eu queria ser esse picolé". Minha amiga arregalou os olhos, assustada, mas eu respondi "quadrado, gelado e com um palito enfiado na bunda?". Minha amiga ficou com muito medo dele reagir, mas sujeito ficou sem ação. Quem fala o que quer, ouve o que não deseja (minha avó sempre dizia isso). Porém, a maioria das mulheres não consegue reagir ao ouvir uma gracinha.
Ao relatar o ocorrido, ouvi de um conhecido a seguinte frase: "se a mulher é bonita, tem mais que mexer mesmo". Não, não tem! Não tem que mexer, não tem que comentar, não tem que constranger! A gente não tem que andar por ai com vergonha das besteiras que escutamos! A gente não tem que andar por ai com a liberdade de ir e vir limitada porque precisa abaixar a cabeça e fingir que não percebe os comentários maldosos quando passamos por um grupinho de homens, com medo que as palavras virem ações e de repente um deles parta pra cima e nos force a ser o que eles acham que somos: objetos sexuais, brinquedos humanos de satisfação e deleite exclusivo deles.

Por que eu digo isso? Porque é tudo parte de uma coisa só.
O cara que mexe com a moça na rua, o playboy que puxa uma menina pelo braço numa balada e se acha no direito de beijá-la à força, o chato que insiste numa cantada mesmo que a moça tenha dito não, o babaca que aproveita um transporte publico lotado para se esfregar nas mulheres, o marginal que estupra... Todos se acham no mesmo direito. O Direito de falar e fazer o que bem entenderem.
Vocês já sabem onde termina isso termina, eu estou apenas mostrando onde começa.

Muitos de vocês vão dizer que palavras não são ações. Concordo. Nem todo mundo que passa por uma mulher e fala "ôôôôô gostosa!" vai, de fato, estuprar a moça. Mas é assim que começa. E se vocês disserem "mulher que é mulher bem que gosta de receber uma cantada mesmo" eu vou dar na cara de vocês. Se vocês, homens, acham MESMO que estão agradando, façam uma pesquisa. Perguntem a opinião das mulheres que vocês convivem. Você vai se surpreender com o resultado, a maioria detesta.

RESPEITA A MOÇA!

Nós não queremos andar por ai pelas ruas e ouvir um "nossa, que bunda!", "que gostosa", "ôôô delícia" e coisas do gênero. É ofensivo, é intimidador, é grosseiro, é insultante. Nós só queremos que vocês nos deixem em paz!
Não somos peças em exposição pra vocês ficarem analisando. Vão para um museu!

Leitura recomendada: CANTADAS OFENDEM - ÉPOCA

Semana passada, postei no meu mural do FB a notícia da Ivete Sangalo pegando o celular de um fã na platéia e repreendendo o rapaz por ter filmado/fotografado sua calcinha. (Confira Aqui)

Eu acho a Ivete engraçada, não sou fã de sua música, mas gosto do jeito dela e como gostei da atitude dela, postei o vídeo.
Para minha surpresa, recebi comentários do tipo "se não quisesse que acontecesse isso, não usava saia curta". Tal comentário foi alvo de discussão e como resposta, o moço postou uma imagem onde a cantora Anitta aparece rebolando a bunda num show. Segundo ele, Anitta não é digna de respeito por se comportar desse modo. Que apenas mulheres como Luiza Bunet, que sabem se vestir com classe, merecem ser respeitadas.

Não riam, gente, não é piada!

Me surpreendo por ver que ainda existem homens com esse tipo de pensamento. Quer dizer que o respeito que vocês, homens, dedicam a uma mulher é proporcional ao tamanho da roupa dela?
Vocês querem criar uma filial do talibã aqui? Sinto muito, queridos, vocês vão ter que se enquadrar porque nós NÃO vamos usar burca!
Ivete, Anitta, Maria, Antônia, Joana, ou seja lá quem for, merecem SIM ser respeitadas. Independente do tamanho da roupa que usam.



Foto: Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press/Folhapress

O que define o RESPEITO que você tem por outra pessoa, NÃO pode ser a roupa que ela usa!

A mentalidade dessa patrulha da roupa curta prega que "mulher que se dá ao respeito não usa roupa curta", porque, se usar, é vagabunda, não pode, as ruas são o reduto e o domínio desses seres peculiares que, ao serem acusados de machismo, reagem dizendo que somos feministas demais, reacionárias demais.
Talibãs tupiniquins que ainda não se tocaram do século em que estamos e não se aguentam nas calças.



Foto: Google Imagens

Vale ressaltar que, estou insistindo nessa tecla da roupa curta, mas a questão não é só essa.
Mulher é assediada na rua, pelo simples fato de ser mulher. Eu, por exemplo, não uso roupa curta. Porque eu não gosto, porque é minha escolha não usar, porque eu não acho que fico bem, porque eu me sinto incomodada achando que a qualquer momento vou me descuidar e deixar a roupa de baixo aparecer. Então, não uso. E o tamanho da minha roupa, não influi no desrespeito que eu também sofro por ai. A questão da roupa é só uma desculpa que vocês usam para justificar (ou não) a própria imbecilidade.

Foto: Google Images

Expliquem-me uma coisa? O que mesmo vocês têm de melhor que a gente? Hein?

As mulheres são julgadas se usam roupa curta ("com uma saia desse tamanho só pode ser vadia"), se não usam roupa curta ("ta parecendo uma tia velha com essa saia enorme"), se não usam ("nunca vi de saia, deve ser sapatão"), se tem o cabelo curto ("parece homem"), se tem o cabelo grande ("fútil, deve viver só pro cabelo"), se trabalha ("quando vai casar?"), se não trabalha ("quer um macho que a sustente"), se teve vários namorados ("vagabunda, óbvio"), se não teve nenhum ("virgem solteirona mal amada"), se tem filhos ("foi o golpe da barriga"), se não tem ("mas você ainda não tem filhos?"), se não querem ter ("como assim você não quer ter filhos???"), se é casada ("se amarrou, não sabe curtir a vida"), se não é casada ("não achou ninguém que queria"), se não quer casar ("piriguete, quer dar pra todos")...

SÉRIO que vocês não tem mais o que fazer?
A mãe de vocês sabe que vocês falam essas coisas na internet?

Por favor, mães de hoje, não eduquem seus filhos para serem trogloditas. Eduquem seus filhos para que eles tratem as pessoas como você gostaria que te tratassem.
Por favor, saiam das cavernas!
Vocês estão só refletindo sombras na parede, a luz está do lado de fora!



Maitena
"Só os medíocres mostram sempre seu melhor” -  Hippolyte-Jean Giraudoux



Recomendo urgentemente a leitura dos textos a seguir:

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Duas palavras:

Clique na imagem para comprar também!

EU VOU!
Ingresso comprado! U-huuu

Dave Matthews Band - minha grande paixão, de volta no Brasil. Esse 2013 tá de parabéns!
Desde 2010 esperando esse retorno, vish maria! Estarei lá! Eu e ozamigue DMBmaníacos ♥

E aí? Alguém mais me acompanha?



Obrigada Alê ♥, por emprestar o cartão de crédito.
Você não tem noção do quanto me fez feliz ♥

sábado, 17 de agosto de 2013

Lição de moral de hoje

Fotografia: Carol Rodrigues

Eu, trabalhando no computador, pais e crianças brincando pelo condomínio.
Um pai e um menino brincam de atirar estalinhos:

Pai: -Vamos lá jogar na mamãe!
Filho: -Nããããoooo...
Pai: -Vem filho, vamos jogar na mamãe!
Filho: -Não, papai! Na mamãe não! Não pode machucar a mamãe, só pode carinho na mamãe!

TOMA!

Sem mais!

domingo, 11 de agosto de 2013

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs


"Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito..." - Tim Burton 

Primeiro foi a capa e o título que me chamaram atenção. Depois foi folhear o livro e ver um monte de fotografias bizarras. Por último, foi essa declaração do Tim Burton na contra-capa! Pronto! Não resisti e levei o livro de Ransom Riggs para casa.
Um bom título, uma capa muito legal, sinopse interessante, crianças esquisitas (quase aberrações), um sobrevivente traumatizado da Segunda Guerra Mundial e uma coleção fotografias muito bizarras espalhadas pelo livro.
E eu que nunca tinha ouvido falar desse autor (nem do livro) passei a carregá-lo pra todo canto. Perdi o ponto do meu ônibus umas três vezes e perdi a hora de dormir várias outras.


Bom, vamos lá!

O livro conta a história de um menino rico com poucos amigos (na verdade, um amigo apenas) que cresceu ouvindo histórias fantásticas de seu avô, um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que aparenta carregar grandes traumas do passado.
Ele lhe contava histórias de quando escapou da Polônia onde toda sua família morreu na guerra e foi viver em um orfanato numa ilha na costa do Pais de Gales, onde  crianças peculiares viviam escondidas de diversos perigos e monstros que as caçavam. Lá ninguém adoecia ou morria e todos tinham alguma característica que os tornava... diferentes.


Com o tempo, Jacob deixa de acreditar nessas histórias e começa a ficar incomodado com os delírios cada vez mais frequentes do avô, sempre atormentado em estar sendo vigiado, caçado e em proteger a família dos "monstros".
Até que uma tragédia acontece e Jacob, muito perturbado, começa a descobrir indícios que seu avô poderia não estar tão louco como ele pensava.
Ele descobre, nas coisas de seu avô, uma carta escrita pela Srta. Peregrine, dona do orfanato onde ele viveu.


Então ele embarca numa jornada para descobrir a verdade por trás da tragédia que se abateu sobre sua vida e das histórias fantasiosas que seu avô lhe contava.
Jacob vai parar na ilha da qual seu avô sempre lhe falara e lá descobre um antigo orfanato em ruínas, que teria supostamente sido atingido por uma bomba durante a guerra, matando todos os seus moradores. Porém, se seu avô viveu ali, as datas não coincidiam. Tinha alguma coisa de errada, ou nas histórias de seu avô, ou nas histórias que ouviu na ilha.
Depois de se aventurar pelas ruínas da antiga casa e descobrir uma estranha coleção de fotografias antigas, Jacob entra por um caminho sem volta. Ele suspeita que aquelas crianças podem ter sido perigosas, mas não consegue parar.


"Fica longe, lá do outro lado da ilha, depois da charneca pantanosa e da mata, mas eu não pensaria em perambular por lá
sozinho se fosse você. Afaste-se demais da trilha e nunca mais vão ouvir falar de você. Não tem nada além de mato, lama e bosta de carneiro para impedi-lo de cair de um precipício sobre rochas pontiagudas." Pag. 67

A narrativa é simples, em primeira pessoa e é escrita de um modo envolvente. Você não consegue largar.
A história desenrola-se naturalmente. Nas primeiras páginas as coisas são meio lentas, mas depois de um determinado ponto crucial, a história pega um ritmo acelerado que quando acaba você fica com aquela sensação de "ahhh já?".
Inteligente, surpreendente, bem escrito e bastante criativo.

No final do livro, descobri que todas as imagens usadas na história, são fotografias autênticas!
São parte da coleção de fotografias antigas do autor e de outros colecionadores, que passaram anos revirando caixas de fotografias em brechós, feiras de antiguidades, vendas de garagem e do lixo. rs

Isso, na minha opinião, funcionou de forma genial. Construir uma história a partir dessas fotografias reais, porém "peculiares", foi uma proposta incrível!
Depois de ler o livro inteiro (e ficar órfã dele), descobri que trata-se do primeiro livro da série Srta. Peregrine. Esse é apenas o primeiro volume! Adivinhem quem estou ansiosa pela continuação?

Uma outra notícia, segundo o blog do autor, é que vai virar filme. Os direitos foram comprados pela 20th Century Fox.
Tenho um eterno pé atrás com adaptações pro cinema, o enredo desse livro pode muito bem acabar virando uma adaptação de um X-Men Vintage. Porém se for bem feita, tem tudo pra ser um filmaço, porque a história de Ransom Riggs é muito boa!
Existe uma especulação de que será dirigido por Tim Burton, mas não vi nenhuma confirmação oficial dessa informação. Se for, uma preocupação a menos. Há de ser bom :)

Por enquanto, vocês podem assistir ao Book Trailler oficial:

Ou a versão tupiniquim, se preferirem (mas essa é tosca)

Eu sei que depois do book trailler, vocês vão pensar que se trata de uma história de terror, mas não é terror, é apenas... peculiar! (vou repetir essa palavra pra sempre agora, haha)

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares é um livro que vale muito a pena ser lido.
O Bonequinho aplaudiu de pé.


Google Imagens

"Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível." - John Green



Livro: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares
 (Srta. Peregrine Vol. I)

Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya - 2012 / 336 pags.
Foto da Capa: Retirada do Google Imagens
Fotografias do post: Carol Rodrigues
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