quarta-feira, 14 de março de 2012

Maracatu


Guardo um tambor no peito. Dentro da caixa toráxica.
Dizem que tem outro nome. Eu chamo de maracatu.

Bate o tambor, estremece a caixa.
Baixa o tom pra mais batucada.

Pulsa.

Bate o pé no chão pra acompanhar o ritmo.
E pisa na terra pra sentir a energia.
E estremece com o batuque da tamborzada

Bate.

No peito, nos medos e na cara
Ritmando a dança febril,
O gingado da moça de saia rodada
O perfume vencido, fumaça de cigarro e a alma lavada

Percussão.

Sangra os pés na descida da ladeira
Encaram com dança os seus agressores.
Pulsa, bate, arde
E vai continuar batendo.
Deus queira que no mesmo ritmo.

Guardo um tambor no peito. Dentro da caixa toráxica.
Dizem que tem outro nome. Eu acho que é só batucada.



  
Da série: não sei fazer poema
Texto veeeeeelho, muito velho.
Postado só porque hoje, 14 de Março, é Dia Nacional da Poesia 
=)

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