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1.12.14

Uma imagem que vale mais que mil explicações


Não me abandonem, eu volto!

30.12.13

Bye 2013, Hello 2014!



E foi assim o meu 2013.
Como bem disse um amigo meu, essa é a graça da vida. Concordo, só que nem sempre.
2013 foi um ano peculiar. Digo isso num sentido bom, apesar de ter a sensação que 2013 durou, por baixo, uns três anos. Algumas semanas pareceram durar um mês inteiro.
Foi um ano de muito (muito) trabalho, de muito esforço e de muito cansaço.
2013 foi jornada dupla! Às vezes tripla! E haja energético nessa vida...
Tiveram algumas perdas, como todo ano. Umas irreparáveis, outras nem tanto e mais algumas que ainda precisam de certa atenção.
Porém, juntando tudo que eu teria para reclamar de 2013, não ultrapassa o que eu tenho a agradecer.

Em 2011, prometi que faria o curso profissional de Fotografia. Fiz em 2013.
E foi uma das coisas mais legais e satisfatórias que eu fiz esse ano!
Fiz o curso de fotografia, vi pessoas valorizando o que eu estava fazendo, fui convidada para expôr uma fotografia em uma exposição dos melhores alunos do Senac, fechei meu primeiro contrato de fotografia onde me pagaram pelas minhas fotos e achei isso muito supimpa!
Foram vários eventos e casamentos com minha coach e mentora, algumas broncas, alguns elogios e o mais importante: a certeza de ter escolhido um caminho que eu gosto muito de trilhar.
Algumas parcerias chegaram ao fim, outras iniciaram. Assim também foi 2013.

Há pelo menos 10 anos digo que queria voltar a estudar. Sempre deixando pra depois, para a próxima resolução de fim de ano, sempre mudando de ideia quanto ao curso, quanto ao momento, quanto à vida, o universo e tudo o mais.
Procrastinei. Procrastinei uns 30 anos, pra ser mais exata.
Em 2013 me dei conta (um pouco tarde, eu sei) que não tenho todo o tempo do mundo.
Então, aquela promessa que eu fiz em 2004, cumpri em 2013.
Voltei a estudar. Estou cursando Comunicação Social e Jornalismo e dessa vez, sentindo que pode sim, dar certo. Sobre ser isso mesmo que eu quero da vida? Não sei ainda. Mas acho que vale a experiência.

Eu demorei muito tempo para decidir ser adulta. E com "ser adulta", estou dizendo muito mais do que amadurecer ou encarar a própria idade. Falo também sobre aceitar as coisas que acontecem em nossas vidas, como sendo apenas coisas que acontecem. Algumas por minha culpa, outras por consequência. Não importa a ordem dos fatores (não é assim que dizem?), superar traumas, bloqueios e se permitir viver coisas novas, também fizeram parte de 2013.
Foi o ano em que parei de amputar o que eu poderia viver de bom por medo de repetir o que eu vivi de ruim.

2013 foi o ano em que eu tentei mais uma vez, assim como diziam em um comercial de fim de ano do ano passado. Tentei outra vez, insisti mais um pouco, segurei minha onda e tentei não pirar tanto.
Descobri a vida mais leve, mais doce, me deixei respirar sem tanta neura e consegui ser um pouco mais, eu mesma.
Gritei quando tive vontade de gritar, chorei quando o coração apertou, me emocionei com coisas bonitas que eu vi, vivi e participei.
Há muito mais tempo do que eu me lembro, venho nutrindo uma dificuldade ímpar em confiar nas pessoas, nas relações entre elas (românticas ou não). 
Mas nesse 2013...
Me envolvi e deixei que se envolvessem comigo ♥. Finalmente, depois de tanto tempo, abri um novo espaço para confiar. E acreditei que poderia ser diferente. E foi. E está sendo. E que continue assim em 2014.

Tomei grandes decisões em 2013! Cresci um pouco mais (como pessoa, continuo baixinha).
Aprendi um montão de coisas boas e algumas ruins também. Fazer o que? Faz parte!

2013 foi o ano em que mais ganhei presentes! E não estou falando de coisas materiais.
E eu só queria dizer que eu sou grata por cada um de vocês que fizeram parte da minha vida nesse 2013 que se encerra. Sou grata por cada segredo, cada confissão, cada carinho, cada gargalhada, cada demostração de carinho.

Olha, 2013, você está de: Parabéns.
Ninguém acerta em tudo, ninguém é bom o tempo todo. Então, mesmo com as coisas ruins que aconteceram, 2013 foi, surpreendentemente, um ano feliz!
Espero que 2014 seja um 2013 com update, com as falhas corrigidas e novas funcionalidades.
Para vocês que (ainda) me acompanham aqui, desejo o melhor ano novo do mundo!
Que 2014 cuide bem de vocês e que seja, além de tudo, um ano feliz!


Feliz 2014!

17.8.13

Lição de moral de hoje


Eu, trabalhando no computador, pais e crianças brincando pelo condomínio.
Um pai e um menino brincam de atirar estalinhos:

Pai: -Vamos lá jogar na mamãe!
Filho: -Nããããoooo...
Pai: -Vem filho, vamos jogar na mamãe!
Filho: -Não, papai! Na mamãe não! Não pode machucar a mamãe, só pode carinho na mamãe!

TOMA!

Sem mais!

26.7.13

Da preguiça e Procrastinação

Às [22/52]
Fotografia: Carol Rodrigues

Hoje eu decidi que ia postar algo nesse blog.
Fiquei uma média de seis horas com a aba aberta. Em branco. E mais nada.
Percebi que fiz isso as últimas vezes que pensei em algo para dizer aqui.
Ou bateu preguiça, ou desisti do post, ou desisti do argumento, ou não tinha argumento, ou... São muitos "ou's".

Fato é que, se eu procrastinei até as decisões importantes da minha vida, porque não faria com o blog?
Toda errada, eu sei... Fazer o que?

Eu demorei quase 30 anos para descobrir o que eu queria da vida.
E enquanto não descobria, ia procrastinando os outros cem milhões de coisas que eu poderia ir fazendo. Mas eu tinha (tinha?) uma preguiça maior do mundo. E não fazia (fazia?) nada. 
Então eu descobri, depois desses cem mil anos sem saber o que fazer da vida, que você só descobre o que quer, tentando o que você acha que quer e descobrindo se quer ou não aquilo.

Ficou confuso. Tipo eu. Vou explicar.

O que eu deveria ter feito da vida há cem mil anos atras:
Mesmo sem saber que eu queria fazer X coisa, deveria ter feito Y. Se no meio do caminho visse que Y não era pra mim, tentaria Z. Se descobrisse que não gosto de Z, tentaria W... Assim iria ate chegar no X.
Mas a preguiça e a procrastinação sempre foram mais fortes e eu fiquei esses cem mil anos todos, procurando meu X da questão em lugares onde ele não estava. Tipo, procurando letras onde só existem números.
E eu até tentei encontrar outros caminhos, e invariavelmente acabaria chegando no meu X, mas não cheguei a dar nenhum passo.

Porque eu sou meio assim, sabem? No meu mundo fantástico de idéias, tudo funciona, tudo acontece, tenho vários momentos de iluminação e decido por vários caminhos possíveis... que nunca sigo.
Até Alice ficou menos perdida em Wonderland. Eu deveria ter levado mais a sério aquele papo de "Para quem está perdido qualquer caminho serve".
Muitas vezes eu achei que tinha encontrado um caminho e parei num beco sem saída.
Beco esse, onde eu sempre me acomodava irracionalmente procrastinando algo que eu deveria fazer de imediato: voltar e tentar outra direção.

Acho que o meu maior problema, desde que nasci (#dramaqueen) foi decidir as coisas. Boto a culpa no signo, boto a culpa na preguiça, na lua, nos astros, no universo, em Murphy... Mas a culpa é minha mesmo!
Eu DEMORO para tomar decisões concretas! E depois, demoro a agir.
Alguém deveria ter me explicado, por mais implícito que seja, que eu não tenho (não tinha) todo o tempo do mundo.

Eu demorei quase cem mil anos para decidir ser adulta. E ainda não aprendi a ser. Aliás, não aprendi nem a me vestir como tal. E sempre que preciso explicar para alguém porque não quero ou não gosto de algo, tenho vontade de me jogar no chão, chorar e espernear um "porque não! porque não e pronto!" como se tivesse cinco anos. Mas não faço isso. Por fora.

Demorei quase dez anos para aceitar que algumas coisas simplesmente acontecem nas nossas vidas sem que tenhamos (muita) culpa ou (total) responsabilidade. 
Demorei quase cinco anos para superar, mesmo que parcialmente, traumas e bloqueios que eu mesma me impus.
E demorei quase cem mil anos para ME perdoar por ter feito isso, por viver assim, sempre amputando o que eu poderia viver de bom em nome do que eu vivi de ruim.

E hoje eu vejo como a vida fica mais leve quando você, simplesmente, consegue SE deixar respirar sem tanta neura.
Quando você escolhe um caminho, sem ficar pensando o tempo todo nos outros caminhos possíveis.

Eu demorei quase 30 anos para descobrir o que eu queria da vida.
E a verdade, é que eu ainda não sei, mas agora tenho um palpite.
Ainda não consegui me perdoar por não ter feito nada da vida enquanto não chegava a esse palpite. Constantemente fico avaliando quanto tempo ainda tenho para tentar-errar-tentar outra vez. 
Ainda me culpo muito porque deveria ser menos preguiçosa, porque deveria ter me arriscado mais e porque deixei a vida pra depois, depois e depois. (mais um pouco é a letra de Epitáfio)
Mas estou tentando coisas novas. E se nessas tentativas eu descobrir o que não quero, já risco um tópico da lista de possibilidades.
Eu nunca fui boa com escolhas, mas estou tentando fazer as coisas sem pensar muito nisso.

Vai que dá certo?

27.6.12

Bad, bad server... No donuts for you.

Day 343/365 ~
Foto: Amanda Mabel

Eu tenho um monte de coisas pra dizer. São textos, crônicas e versos sem fim. Tenho até rimas, vejam só.
Tenho um monte de histórias para contar. Eu só não sei como. Nem quando. Nem se.
Não sei SE me apetece. Não sei SE interessa a mais alguém. Não sei SE eu ainda consigo verbalizar.

Para escrever do jeito que eu escrevo, é preciso alguma emoção.
Ou motivação. Ou inspiração. Ou sentimento.
Minha escrita é desordenada e sem sentido. É um desabafo que nem sempre o é. É um pulsar no texto que só termina no fim da inspiração, quando esgoto a ideia ou quando termino o que eu queria dizer.
Uma vez recebi um comentário em algum texto perdido por ai, em que a pessoa dizia chegar ao final do texto com falta de ar. E nada tinha a ver com a minha pontuação. Tinha a ver com o sentimento pulsando nas palavras. E é assim que a maioria dos textos são. Coloquem alguma emoção na leitura e vocês vão perceber.

O problema é que tudo isso se perdeu.
E não adianta refazer os caminhos que me trouxeram até aqui. Nem revistar os bolsos das calças recém lavadas. Não está lá.
Agora somos só nos dóis, o papel em branco e eu. Um não-expresso pra dois.
Aquele momento da relação em que você sequer tem assunto com a outra pessoa. O Silêncio constrangedor e o aroma do café. Um tira os pratos, outro lava a louça. Nada a dizer. Nem ao menos "bom dia".
Tarde demais? Sorry... I'm so sorry.

Estou novamente trocando o dia pela noite. Juntando um monte de nada e fazendo mais um tanto de nada. Voltando a um ponto do meu ciclo de vida em que eu não deveria voltar.
But, damned, como não voltar? Eu ando em círculos mas o eixo é o mesmo.
Nesse exato momento, eu deveria estar dormindo. O dia está amanhecendo. É o que faria sentido.
Eu ia programar o blog para publicar um dos rascunhos salvos aqui. Porque é isso que eu tenho feito, tenho publicado rascunhos de textos que escrevi há um, dois, cinco anos atrás.
Mas estou aqui escrevendo um maldito diarinho num blog que nem é diarinho, só porque não consigo mais escrever nada nele. Faz sentido? Claro que não. Se fizesse, não seria eu.

Eu sou esse amontoado de coisas que não fazem o mínimo sentido.
Mas a cada vez que alguém vier me perguntar "como você está", vou simular um ataque epilético. Ou talvez só uma queda de conexão.
O segredo da sobrevivência é se fazer de louco. Da minha, pelo menos.
E minha vida é muito divertida, só que não.
Digo, às vezes é. Quando simulo ataques epiléticos, já que as crises de consciência e personalidade e todas as outras crises que tenho são bem reais. As crises de criatividade, principalmente.

Não sei se essa é exatamente uma crise. Mesmo porque, ela já anda durando demais. Acho mesmo que a fonte secou. Bad news.
Sabem como é? Tipo quando você esgota todas as possibilidades de diagnóstico. É simplesmente mortal. E você simplesmente morre e não é lúpus. Chegou a hora e pum. Cabô você, cabô. Parece ser assim com a minha criatividade.
Já nem sei argumentar. Nem mesmo em assuntos que eu domino.
E isso é uma questão bem grande, na verdade. Eu sequer tenho vontade de conversar. Argumentar dá muito trabalho. Falo anham, unhum, seicomé, acontece... E pronto, já fui bastante sociável pra um diálogo. Porque olha... eu tenho preguiça das pessoas. Exagero? Na verdade é um esforço imenso.

Então, o que eu quero dizer com tudo isso, é que não adianta ouvir um "só depende de você" ou "dê um tempo" ou coisas assim.
Se só depende de mim mesma é ai que mora o problema.
Depender de mim nunca é uma condição sensata.
Também não depende da ajuda de alguém. Ou de um empurrãozinho da vida do universo e de tudo o mais.

A verdade, a verdade mesmo, é que eu cansei.
E não sei se todo o repouso do mundo vai dar jeito em alguma coisa.
Ou se toda a força do mundo pra levantar desse cansaço vai mudar algo.
E sim, é nesse ponto em que vocês percebem que eu não estive falando apenas sobre escrever ou ter inspiração. Esse é o ponto em que vocês ligam o que eu disse no começo com o que vou dizer agora.
Não tenho emoções a compartilhar. Nem motivações. Muito menos inspirações ou sentimentos.
Não consigo criar histórias ou personagens. Nem inventar uma combinação de palavras bonitas organizadas em frases e mais frases criativas. Talvez explique a crise? Talvez. Talvez explique o silêncio? É possível.
Mas ao mesmo tempo não explica e nem resolve coisa alguma. Isso aqui ainda é um imenso diarinho mimimi que ninguém vai ler. E quem ler, não vai entender, porque na verdade, não faz sentido.

E eu preciso dormir. Porque ficar escrevendo insanamente, só porque estou obcecada em falar bobagens pra ver se consigo calar a boca dessa maldita voz na minha cabeça, também não resolve coisa alguma.

E na verdade, eu acho que nem estou tentando resolver. Mas essa é só mais uma teoria.
Sorry about this.



Ps: E se você acompanha pelo Reader, SIM, eu editei o texto depois de postado. Leiam de novo.
E não, eu nunca tinha feito isso antes. Me julguem.

7.6.12

Diálo(N)gos...

In clown mode...
Foto: Carf - Children At Risk Foundation

Discutindo com minha mãe sobre o melhor presente pra uma menininha:

-As menininhas hoje em dia são muito adultas, mãe. Só querem saber de sapatos e maquiagens.
-Ah, eu odiava quando você ganhava estojinhos de maquiagem
-Hum?
-Você borrocava a cara toda, as paredes, as roupas... Ficava parecendo uma palhaça!
-...
-...
- Pois é mãe... não se pode negar a vocação quando ela aparece ainda criança, né?


Climão Manêro! VISH

21.4.11

Ovelha Negra


Eu levava uma vida não muito sossegada, mas sempre gostei de sombra e água fresca.
Foi quando alguém me disse que eu era a ovelha negra da família... Ahhh baby, eu não chorei. Juro que achei até engraçado, porque algumas pessoas não se conformam que você tenha um nome, sobrenome, idéias e personalidade. Elas precisam te dar um rótulo ou uma etiqueta pendurada no pescoço.
E a minha foi essa: "ovelha negra".
Eu nunca fui um exemplo a ser seguido e alguns diziam que eu era má companhia.
Sempre fui a chata que reclama dos pedaços de cebola na comida, a nojenta que não come peixe e não gosta de pudim de pão.
Quando criança, era a menina mais temida da escola e da vizinhança porque batia em todo mundo. Quando adolescente era a rebelde da família que vivia de mau humor e achava a vida um saco. Apenas uma professora enxergava algum potencial em mim, mas me dizia que eu precisava enxergar isso primeiro. Deixei a fase do "quem sou, o que sou" para a pós-adolescência e até hoje não cheguei a nenhuma conclusão. Passaram-se alguns anos e eu passei por várias fases até chegar no que sou hoje. O que não quer dizer que seja grande coisa.
Sempre achei aquela história do mundo dar voltas uma balela sem sentido. No entanto, de alguma forma, me sinto cada vez mais presa num mesmo ciclo. Como se a vida se repetisse infinitamente. Como se eu já estivesse com idade o suficiente para reconhecer esses ciclos, esse redemoinho infinito que a vida parece se tornar. Talvez também porque eu não faça significante. Aí a vida parece sempre igual. É fácil os seus dias se repetirem quando você não faz nada deles. Mas o que eu sinto, é que mesmo se eu fizesse algo grandioso hoje, amanhã ou depois a vida de uns três, cinco anos atrás ainda estaria se repetindo. Os mesmo erros, os mesmos sábados de tédio, os mesmos domingos de ressaca, o mesmo sermão. Como se alguém ficasse rebobinando a fita, voltando a exibição quadro-a-quadro, apagando e reescrevendo a mesma palavra até rasgar o papel. Como se alguém lançasse um novo livro a cada semana: uma nova edição da mesma história escrita há décadas e décadas atrás. É confuso. Me pergunto como posso repetir tantas vezes os mesmo erros? Como posso esperar um final diferente, se sigo o mesmo script? Talvez nem tenha o que entender e eu que fique gastando meu tempo pensando em soluções inúteis para um problema que não existe. Como se eu fosse um ratinho girando naquela roda estúpida sem chegar a lugar nenhum, apenas gastando energia para não enlouquecer. Para não ficar dando com a cabeça nas grades ao meu redor. Talvez fosse mais sensato bater com a cabeça até entender que não posso atravessá-las. Que por mais que eu não entenda, estou mesmo presa nesse maldito ciclo sem sentido.
Eu fico me apegando a pequenos detalhes e me pergunto se tudo isso vale a pena. Será que vale? Não vale! Não vale a pena carregar pro resto da vida uma plaquinha que penduraram no meu pescoço anos atrás e ficar o tempo todo passando atestado de que estavam todos certos. E por mais que eu tenha feito tudo diferente (ou exatamente igual) ao que esperavam, todos continuam enxergando no meu pescoço a tal plaquinha, mesmo que eu a tenha jogado fora. Sou um pote de geléia com um rótulo? Então me abre, mete a faca e me passa num pão.
Eu queria encontrar um jeito de fazer o que é certo para mim. Fazer tudo diferente. E ninguém pode fazer nada a respeito. Só eu. Meu Deus, quanto tempo eu passei sem saber? Quanto tempo eu passei sem fazer? E agora me pergunto se é tarde demais para ainda se sentir perdido, procurando se encontrar. Ou ao menos se reencontrar e finalmente seguir seu próprio caminho. É disso que eu preciso.

Mas como faço isso?

11.1.11

Balanço Atrasado


Cath Schneider

Adiei tanto escrever esse texto,que quase faço um balanço de 2011...
Na verdade, eu NÃO ia escrever nada. Mas tem tanta coisa martelando na minha cabeça, que resolvi parar de poltronice e escrever de uma vez.
Vou tentar praticar a arte da Síntese. Mesmo porque, 2010 já foi há tanto tempo que eu mal lembro o que aconteceu nos 365 dias passados. Mentira! Tá, talvez só meia mentira.

Foi uma conversa no twitter que me fez pensar no que eu vou escrever agora. Porque às vezes, por uma formiga que passa no seu pedaço de bolo, te faz jogar o bolo inteiro no lixo.
E era isso que eu estava fazendo com o meu 2010.
Tudo bem, às vezes não foi necessariamente uma formiga no seu pedaço de bolo. Pode ter sido uma barata ou um rato. Mas como essa analogia já está nojenta demais, vou mudar de ângulo.
Meu 2010 não foi o pior ano da minha vida, nem foi o ano em que eu mais (com o perdão da palavra) me fodi. Embora eu dissesse que sim.
Que estupidez a minha. Ingratidão é a pior reação do cerumano (sic).

Ontem, no Twitter, a timeline estava ENTUPIDA de informações sobre a novela. E céus... quer trama mais enrolada do que de uma novela das oito? Pois eu te digo: a vida real. (onde é que troca de canal?)
Balanço de fim de ano é que nem último capítulo de novela. É contar quais personagens morreram, quais se deram mal, quantos se deram bem, quantos casaram, quantas crianças nasceram...
A diferença é que não aparece um "The end" do lado de cá da tela.
Uma história termina e outra começa. Duas novelas não passam no mesmo horário em um único canal. Nem que você tenha uma vida dupla.
Mas e aí? Aí você fica se perguntando onde o autor quis chegar com toda essa história? E você? Onde você chegou no meio disso tudo?
Eu sei que eu cheguei longe. Talvez pudesse ter ido além, mas o que não coube em 2010, jogo pras metas de 2011. E vamos que tem chão.

Mas eu entrei numas de fazer balanço né? Justo eu que não entendo nada de números e contabilidade...
Então tá. Eu comecei a listar e relembrar os porquês de 2010 ter sido gentil comigo, apesar de toda a minha indiferença e mau humor.
E me surpreendi com o tamanho da lista de coisas boas sobrepondo-se às ruins.
E como o Sanches me disse, não é legal julgar um ano inteiro como perdido por causa de um ou dois períodos de inferno astral. E às vezes o inferno astral dura bem pouco, viu?
A gente que é tão acostumado a viver pensando no pior, que se acostuma a ver só o lado ruim das coisas. Quando devia ser o contrário... Né?

E foram coisas realmente boas que me aconteceram. E só não quero ficar listando aqui, porque se tem uma coisa que eu aprendi esse ano, é que não se deve divulgar a sua felicidade. Sério! Não se deve panfletar alegria. Porque sempre vai ter alguém pra dizer que você está contando vantagem, querendo pagar uma de "não tenho problemas" e "sou melhor que você". Quando, na verdade, você só está mesmo contente com alguma coisa. Pode contar que a sua alegria vai incomodar alguém. E quanto mais você divulga a sua felicidade, mais mãos aparecem pra puxar o seu tapete.
Não estou dizendo que temos que andar olhando pros pés quando a vontade é sorrir pras nuvens. Estou dizendo, apenas, que quando você guarda as coisas só pra si, as chances delas durarem são maiores. Inveja mata, viu? Não mata a pessoa (ou quase nunca mata) mas mata o motivo da inveja.
Se a sua alegria for porque a sua rosa abriu o botão, pode contar que vai ter alguém afim de arrancar as pétalas quando você não estiver olhando.
Acredite: inveja e mau olhado são coisas REAIS, que te afetam DE VERDADE. Então, meus motivos de alegria são meus. Não os divido.

Mas enfim...
No ano que se passou, estive rodeada de pessoas que me interessam e se interessam por mim. Meus amigos, minha família... Teve gente que chegou, gente que se achegou e gente que se aconchegou.
Teve projeto que afundou, projeto que se iniciou, projeto finalizado. Um monte de objetivos alcançados. Mais um monte adiado.
TEVE O SHOW DO DAVE MATTHEWS BAND que eu consegui ir - e isso foi a realização de um sonho. E teve Lenine, O Teatro Mágico, Móveis, Banda Seu Chico e tantos outros shows incríveis que eu pude ir...
Teve o tanto de gente boa que eu conheci... Gente ruim também, mas esses eu excluo da contabilidade.
Um somatório de sorrisos, abraços, bagunças, lágrimas e alegrias.
No fim das contas, 2010 foi um ano muito bom pra mim.
O problema, foi que nos 45 do segundo tempo, Murphy resolveu que não deixaria 2010 passar barato assim. Ele resolveu brincar comigo e eu fui caindo no jogo. Quase joguei 2010 no lixo ao me deixar abater por Murphy - ou seja lá como resolvam chamar esse tipo de coisa.
O fato é que eu estava caminhando e Murphy botou o pé na frente. Caí de cara no chão e fiquei lá, sem querer levantar.
O problema é que mundo não espera que você se levante e limpe a lama da cara pra continuar girando. Né? Se você caiu do carrossel, você que levante e corra de volta pro brinquedo.
Tem uma música que diz assim: "Se meu mundo caiu, eu que aprenda a levitar".

Levitei.
E de onde eu estou, ainda vejo os escombros da parte que desabou.
Mas por sorte, todo o restante que eu tinha edificado antes, continua lá. No fim das contas, não foi "meu mundo" que caiu. Foi apenas um pedaço dele. Não foi o jogo inteiro perdido. Foi só um gol nos 45 do segundo tempo. E agora é outra partida. 2011!

Resolvi começar essa página em branco com festa, mais uma vez.
Cercada de amigos e pessoas queridas, comemorando com todas as forças do meu corpo o ano que se foi e torcendo para que as coisas ruins tenham ficado lá, no último dia do ano.
Porque só assim se pode ter renovação.
O 1º dia de Janeiro pode ser exatamente igual ao 31 de Dezembro, mas a gente sempre tem a chance de fazer algo diferente.
O que nos falta é originalidade para escrever uma história diferente. De repente, sem os velhos clichês de mocinhos e bandidos, amores e desamores, amizades e desafetos... Bla bla bla

Então, eu desejo (com um pouco de atraso) a todos que me lêem, um 2011 com mais originalidade.
Que não seja o mesmo roteiro, o mesmo script, o mesmo trailler de todos os anos. Que vocês se surpreendam na trama. Que se encantem com o desenrolar da história, que se frustrem com um ou outro personagem também, se não fica chato.
Mas acima de tudo, que sejam vocês mesmos a escrever a sua história. E nunca outra pessoa. E que vocês escrevam à lápis, pra poder apagar o que tiverem vontade.
Vida é sempre rascunho, nunca arte final!
Mas acima de tudo, acreditem que 2011 pode ser bom.
E será, se você deixar. Eu tô deixando...

Para 2011, tenho 3 palavras: Resiliência, Originalidade e Amadurecência.
No mais, desejo a todos que esse ano lhes venha tranqüilo.
E como diria Caio Fernando Abreu: Que seja doce!


desconheço autoria

Beijos
Ana Carolina

29.11.10

Receita pra um dia feliz

(ou uma vida)


Acordar com um beijo dele e me despedir dele no ponto do ônibus. Ou do trem. Chegar no trabalho antes do Henrique pra ele não reparar quando me atraso. Receber telefonema da Dayanne e almoçar com ela mais tarde. Ler e responder e-mails carinhosos. As conversas corridas com a Simone ou as bobagens ditas com a Vanessa e a Clarissa. Rir das bobagens que a Juliana me manda e saber que ela vai reclamar de não ser chamada só de "Ju". Aceitar de bom grado os conselhos e puxões de orelha que ela me dá. Me confessar, mais uma vez, em e-mails gigantescos para a Raíssa, a Cissa. Pra quem eu invento mil apelidos diferentes. E mil variações pro nome. Comer uma pizza com as alunas da Regina (da turma na qual me incluo) e morrer de rir da dieta mais errada do mundo. Ouvir a gargalhada do Edu. Gargalhar com o Edu. Responder os comentários do Law. Reafirmar a saudade dos primos do Sul. Sentir o cheiro da comida da minha mãe. Sentir o gosto da comida da minha mãe. Roubar as batatinhas fritas do lanche do Diego. Cobrar ao Sanches que faça mais desenhos pro site dele. Receber a massagem milagrosa da Pimentinha. Fugir do cachorro que sempre rosna pra mim quando subo as escadas da casa dele. Reclamar que sim, você é um bagunceiro, menino! Mas saber que eu também sou. Só sou um tanto chata. Ouvir dele que não sou chata - mas saber que sou chata mesmo. Chata pra caramba. Lembrar que sempre escuto isso do Léo. Mas que também sempre escuto da Camila que eu sou o máximo. Não que eu acredite sempre nela... Ou nele...
Encontrar o Damasco e rir das histórias dele. Com ele. Re-ler as cartas da Cissa e lembrar que preciso respondê-las. Passar horas assistindo as séries da Warner com o Sérgio fingindo que presta atenção. Tentar entender o portunhol do Sérgio. 
Fazer a Amanda perder o medo do mar. Pegar o Lucas no colo e perceber que já não aguento mais com o peso dele. Me esconder do Gabriel pra ele me encontrar aos berros.
Ganhar LP do U2 e cd da Alanis. Implicar com as idéias de reformas da minha mãe. Dizer "eu te disse" depois que não dá certo. Cochilar com o Alexandre, no meio de uma conversa. Falar impropérios no msn. Com todo mundo. Ser a melhor amiga das minhas melhores amigas. Falar com a Karine que a Sarah está cada vez mais bonitinha. Falar da vida com a Talita. Falar da minha vida e da vida dela, claro. Filosofar insanidades com o Diego. Paiva. Receber o carinho da Lu. Conversar com os chatos do chat'z por horas. Receber as dicas e revisões da Kél. Deitar no divã da Angel. Me sentir puritana perto dos relatos do Montz ou lúcida perto das loucuras do Oz. Me identificar com a Bia, menos quando ela jura que gosta de Justin Biber. Ler as cartas virtuais do Winz e implicar com o Danz mandando s2 e <3 pra ele. Ouvir meu avô contar as histórias da família. Deitar no colo da minha mãe. Relembrar, com minha mãe, as coisas que minha avó dizia. Rir das piadas mais sem graça do mundo. Reclamar que o Wesley não me liga mais. Me desculpar porque não posso ligar pra ele. Nem pra ninguém. Assistir Moulain Rouge pela milésima vez com a Clarinha e a Vanessa. Pedir "palha italiana" pra Day e ela fazer. Roubar vodka no luau. Ir ao show do Lenine, de graça, com os amigos. Trocar de roupa na webcam pra Vanzinha dizer o que me veste melhor. Passar três horas – ou mais – na Fundição me pendurando em tecidos e trapézios. Abraçar o Fabinho. Pegar a Lívia no colo. Sair de carona com a Cindy ou na garupa da Tereza. Bagunçar a aula da Ale. Viajar pra São Paulo com a “Trupe do Bixcoito”.
Planejar o fim de semana com o namorado.
Esbarrar com ele na escada do curso e na escada da casa dele, mais uma vez.
Escrever pra ele musicar e me apaixonar, mais uma vez, por ouvir ele tocar o que escrevi.
Roubar os livros dele. O cordão, o anel, o coração... E sentir saudades instantâneas.
Acordar com um beijo e me despedir dele no ponto do ônibus. Ou do trem.
Repetir tudo de bom que já fiz até hoje. Não necessariamente nessa ordem.
E não precisa ser em um dia só...


Tem mais ingrediente nessa receita... Ingredientes secretos.
Outros que eu deixo pra outro dia =)

20.11.10

Das conversas de madrugada



Em determinado momento, dentro de um contexto, é óbvio, o amigo querido me disse:

- Posso concluir que deve ser uma loucura pra um cara estar com você.
- Como assim?
- Assim... tipo como se fosse um eterno passo em falso sabe? Como se a cada dia fosse um novo motivo pra ter aquele frio na barriga.
- Hum
- Eu posso concluir que estar com você deve ser como cair num abismo que o chão não chega nunca!


Isso foi um elogio.
Não foi?

29.10.10

Desabafo

*desconheço a autoria



*Naquele empoeirado Lp, encontro você...

Essa semana, ao me ver chegando com uns discos (sim, vinil) nas mãos, uma senhora que trabalha comigo me disse:


-Nossa, você gosta de discos? Você coleciona?

-Sim, sim - respondi
-Poxa, se eu soubesse... Uns tempos atrás joguei um monte fora...


Acabou meu ar. Acho que fui ficando roxa, com cara de choro e ela quase ME pediu desculpas...
FIQUEI DOENTE! Como assim "jogou fora"??? Vontade de chorar tijolos.

Pessoas, por favor, NÃO façam isso.
Se alguém, dentre vós, tiver discos de vinil que não querem mais, NÃO JOGUEM FORA!
Falem comigo. Eu coleciono alguns, mas conheço colecionadores mesmo!
Aceito doações de bom coração. Também compro E arrumo comprador!


Nas capas dos LP's vinha escrito o seguinte selo: DISCO É CULTURA!
Por favor, não jogue cultura no lixo!!!
Dá pra mim...

(ps: também serve pra livros...)

29.9.10

Feliz dia do Petróleo


"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer"

Eu olho pra trás, Nando querido. De algumas coisas me admiro mesmo. De outras, nem tanto. Mas eu aprendi uma coisa, meu bem: olhar pra frente é bem melhor do que olhar pra trás.

Dizem que eu sou a pessoa mais legal do mundo. Dizem também que sou a pessoa mais chata do universo.
Todos estão certos!
E em nenhum momento eu penso em mudar para agradar quem quer que seja. Pode soar arrogante, mas tudo bem, eu nunca disse que era gentil. Aceito quase todos os rótulos que me dão, porque no fundo, nenhum me serve e são as pessoas que precisam rotular as outras. Para identificar, marcar ou destacar. Não importa. O importante é que todas levantam meu ibope.

Não sou do tipo fatal, fruta ou gostosona. Sou, como diria um amigo meu, "borogodosa". Malho o cérebro ao invés de malhar a bunda.
E só por comentário mesmo, minha bunda nem precisa de malhação. Mas abafa esse caso.
Não sou a mulherão. Sou mais menina do que as moças da minha idade. Mocinhas com 10 anos a menos acham que eu tenho a mesma faixa etária que elas. Sou jovial, conservada em formol, o que mais posso dizer?Dizem que toda cobra se conserva em potes com formol, né? É... Sou meio venenosa também... Cuidado! #ButantãFeelings

Ahhh e eu me garanto também - coisa que me é bem útil.

Tudo em mim grita "humanas", mas trabalho na área de "exatas".
Tenho um terço do tempo livre que gostaria de ter, mas o tempo que me ocupa, é o que garante que eu possa fazer todas as outras coisas que eu gosto.
Circo por exemplo. Mais especificamente, trapézio - é a minha terapia (me economiza o analista).

dividindo a idade por 2

Passei todos esses anos tentando descobrir o que eu quero fazer da vida. Talvez morra sem descobrir, porque todo novo 29 de setembro eu percebo que continuo sem saber. Então vou levando a vida sem planejamentos. Sou imediatista. Nada à longo prazo dura muito tempo.
Meus planos existem mais no plano dos pensamentos do que em qualquer outro lugar. Minhas grandes realizações, são minhas pequenas conquistas diárias.

Tenho o maior bom humor do mundo. E o pior mau humor também - principalmente com fome ou quando me acordam. Sou de lua!
Não sou chegada à telefones. Se converso mais de 15 minutos com alguém no celular, é porque essa pessoa me interessa de algum modo. Ou é uma das minhas raras exceções.

Acho uma puta falta de sacanagem...


Sou libriana com ascentende em áries. Do ar e do fogo. E enquanto o fogo se alimentar do ar, serei, além esse charme em pessoa, modesta.
Indecisa, como toda boa libriana. Impulsiva, como toda boa ariana.
Sou uma fraude. Tenho vários talentos que ainda não foram descobertos. Nem por mim.
Eu queria ganhar dinheiro por prosa. Minhas palavras deveriam valer ouro. Ou, no pior dos casos, alguns reais. Mesmo as com erros gramaticais ou de concordância.
Tenho licença poética, mas não sou poeta.

Sim, é um bolo!

Eu tenho um coração enorme e pesado. Carrego amores, dores e todo o peso do mundo. Nele caberiam todas as pessoas do universo - desse e dos outros - se eu não dedicasse um espaço tão grande para algumas pessoas isoladas. Pessoas que entendem meu sarcasmo. Pessoas que perdoam meu mau humor. Que me dão conselhos sabendo que, no fim, vou fazer do meu jeito. Que me ouvem por h-o-r-a-s quando quero desabafar. Que dão valor ao que realmente importa. Que entendem quando quero me isolar do mundo. Que me recebem de braços abertos quando quero voltar. Que sintonizam na minha estação. Que me completam. Que me inspiram. Que me lêem. Que me acalentam.
Que me ligam à meia-noite pra dar parabéns e não ficam chateados porque eu não atendo (geralmente, porque lembram que preciso dormir cedo)...

Todo 29 de setembro, fico com vontade de rever meus planos e metas.
No fundo, sei que não farei nada.
Todo 29 de setembro, fico de mau humor pelo tempo que se passou sem que eu tenha feito um terço das coisas que pretendia.
É sempre o meu "Day Off" oficial. Tenho o costume de sumir, desligar o celular e essas coisas que gente anti-social faz.
Mas, estranhamente, tenho sido até sociável demais...

Quero você E teu show de presente, Dave querido *-*

Queria contar umas coisas pra vocês. Experiências, histórias, reflexões...
Levaria 27 anos pra falar de todas as coisas boas (e ruins) que eu já vivi e que merecem sem contadas, mas o tempo é curto demais para perder com tagarelices. É clichê, mas como diria Raul, "eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aí parado".

Mas tem uma última coisa que eu ainda quero dizer nessa pseudo-reflexão de ego inflado.
Tem uma frase, de Confúcio, que diz:
"Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?"

Façam suas apostas! ;-)



Acabei de inventar um feriado! Comemorem!




Para presentes, favor acessar minha lista no Submarino.
Endereço, cep ou currículo no meu e-mail!

20.3.10

Everywhere


desconheço autoria da foto


"Houve um tempo que tudo girava ao meu redor, dos meus desejos e vontades. E todo mundo ria de tudo que eu dizia, e eu dizia um monte de bobagens”.
Só que todo mundo também achava que o mundo girava ao redor do próprio umbigo. As pessoas tinham seus próprios planos secretos e desejos urgentes. Alguns queriam apenas um jeito de ganhar muita grana, outros queriam carros, outros convites pra qualquer lugar e outros iam a pé atrás de seus objetivos. Agora eu me pergunto onde estão aquelas pessoas alegres das rodas de violão, de conversas informais e das festas de fim de semana.
Eu já me importei muito e quando sentia saudade, procurava. Eu telefonava pra saber como ia a vida, saia com eles pra ouvir seus problemas pessoais e dar palpites sobre como resolver conflitos.
"Eu achava que tinha de tudo para sempre, que eu tinha amigos de verdade". Mas quando o conflito era comigo, acontecia o inverso. Dizem que quando você se empenha em ajudar os outros, você esquece os seus próprios problemas. Mas tem uma hora que você se lembra e aí é bom que você trate logo de resolver tudo sozinho. Você sempre está sozinho pra resolver suas questões, isso custei pra aprender.

Hoje ninguém mais tem tempo. Nem para si mesmos, quanto mais para outras pessoas. Nossos amigos só lembram nosso aniversário (eu, inclusive) se estivermos no orkut. Ganhamos poucos presentes, mas em compensação o scrapbook fica cheio de mensagens de felicidades, imagens piscantes e musiquinhas insuportáveis. Quando alguém precisa falar com você, manda um e-mail ao invés de te telefonar. Quando seus amigos querem saber como você está ou conversar, te chamam no msn. Mas tem sempre aquela pessoa que não tem orkut, que você não sabe o e-mail e não está adicionado no seu msn. Aquela amizade antiga que você perdeu completamente o contato e não sabe se está viva ou morta. E você nem pode procurar direito, porque não tem certeza (ou não lembra mesmo) do sobrenome. Você tem saudade, mas sabe que não tem como consertar isso. Com algumas, você consegue retomar o contato. Outras te adicionam e falam com você uma vez por ano. Outras nem falam nada. Mas você tem aquela ilusão de ter as pessoas perto de você porque elas te seguem no twitter ou comentam o que você escreve no seu blog. A internet é criadouro de pessoas solitárias.

Há muitos anos atrás, quando conclui o ensino médio, fizemos uma festa de despedida. Uma tristeza só. Enquanto uns prometiam não perder o contato, um amigo me disse: "A maioria dessas pessoas nunca mais vai se ver na vida. Vão esquecer seus nomes e que foram amigas. Daqui a cinco ou dez anos, os que mantiverem o contato estreito como temos, poderão se chamar, enfim, de amigos. Por enquanto somos todos colegas de classe, apenas". Fiquei chateada quando percebi que ele estava certo e mais ainda que eu não podia fazer nada. Por um bom tempo, eu tentei reverter isso, tentei salvar essas amizades que chegavam a um inevitável fim. Acabei desistindo de algumas pessoas quando percebi que não era uma via de mão dupla. Se o esforço é unilateral, não vale a pena insistir. Doeu aprender isso também. Hoje eu aceitei que algumas pessoas se perdem mesmo no meio do caminho. Já fiquei muito triste com essas coisas e ficava pensando no Frejat cantando "Meus bons amigos, onde estão? Noticias de todos, quero saber. Cada um fez sua vida de forma diferente. Ás vezes me pergunto: malditos ou inocentes"
Ficava pensando que as pessoas que se identificam com esses versos, provavelmente já entenderam e aceitaram o que eu custei a assimilar. Malditos ou inocentes? Não sei! Já achei que eram ambos, mas não me importo mais.
É tudo bem mais claro agora: nada girava ao meu redor como eu pensava. Eu sempre vou ter bobagens para dizer, mas agora não me importo se as pessoas ao meu redor vão rir ou vão achar que eu saí de moda.


Usando o Leoni mais uma vez. Espero que ele não se importe =D


30.12.09

Sobre 2009



Eu estou em recesso! Não o blog, eu mesma!
Estou enterrando 2009 e esperando que ele me faça o favor de ficar bem enterrado!
Estou apenas esperando 2010 chegar logo.
E ele está atrasado, já estou esperando por ele faz tempo!

É isso! Bons ventos para nós =)



- Adeus 2009, vai embora de uma vez que você não vale uma retrospectiva!




Ps: Fica subentendido que eu desejo a todos um Feliz Ano Novo,
todas aquelas coisas e blablabla whiskas sachê
=)

29.9.09

Eu nasci...




...há 26 anos atrás!
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais!


=P

só isso

7.2.09

Eu bebo sim!

E tô vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo.
Mas a gente não quer só bebida e eu vou começar logo o post antes que me processem por plágio.
Que eu bebo café, muito café, já deve estar implícito desde o nome do blog. Mas o assunto aqui é mais etílico do que cafeínico - se é que vocês me entendem.

Na minha interpretação, comecei a beber cedo (talvez tarde para alguns). Eu devia ter uns 12 ou 13 anos e descobri o vinho do natal na geladeira e gostei! Quando não tinha quase nada do vinho, minha mãe descobriu meu segredinho. E por aí eu já estava rindo a toa, achando a lua engraçada e a cara das pessoas deformadas!
Minha mãe nunca mais comprou vinho. Eu sim!

Depois veio o ensino médio e todo dia era dia de bar.
E por "dia de bar", não quero dizer que matávamos aula pra ficar pelos botequins-pé-sujos das redondezas, e sim que forçávamos os meninos a irem comprar a pinga pra beber na praça, no playground da praça, na quadra da escola (escondidos, óbvio) e por aí vai...

Tudo era motivo pra uma cahacinha! Se foi bom resultado nas provas, era beber pra comemorar! Se as notas foram péssimas, era beber pra esquecer. Se alguém brigasse com o namorado(a), era beber pra afogar as mágoas, sem fazer a piadinha sem graça de que elas sabem nadar! Embora saibam...

Meu estômago foi ficando "total-flex" = no álcool e na gasolina! Mais no álcool do que qualquer outra coisa, porque eu nunca gostei de cerveja. Até hoje, não suporto! Não beijo na boca de quem bebe cerveja, morro de nojo do gosto e do cheiro! Tem gente que me olha esquisito, que acha engraçado porque eu bebo de um tudo, menos cerveja! Com essa informação, calcule o meu prejuízo numa noitada ou happy our da vida! Enquanto a cervejinha dos amigos é rateada, dividida e consumida, a otária aqui paga sozinha pelos vinhos e/ou drinks e/ou batidas que compra.

Lembro que todo mês marcávamos churrasco e como um dos amigos tinha sido barman, os drinks ficavam por conta dele. Era nessa hora que morava o perigo, porque se tem uma coisa que eu aprendi a duras penas, é ter cuidado com as misturas de bebida!
E misturar bebida é uma merda! Não é que todo mundo diz? Pois é verdade, podem acreditar!

Conseqüências? Ah, as mais simples... Acabei com o prazo de validade do meu estômago!
Foram muitos enjôos, muita azia, muitas dores... E ela: a gastrite!
Também tive que lidar com a ansiedade que eu afogava na bebida.
Passei a descontar ansiedade na comida e de lá pra cá, é aquela briga com a balança.

Também tive que lidar com o afastamento de pessoas, que consideraram um "não, não vou beber", "não vou sair pra beber" ou um "não, parei com álcool", como se fosse uma desfeita ou um desmerecimento!
Pessoas que se ofenderam quando eu disse que não queria mais beber, achando que eu estava dizendo que não queria mais a companhia delas!
Talvez, no fundo não quisesse mesmo, porque é a coisa mais chata do mundo quando seus amigos estão bêbados e você está sóbrio! A não ser que você seja uma pessoa super paciente e desestressada. Nesse caso, é capaz até de se divertir e dar boas risadas da cara deles (já me aconteceu uma vez). Mas paciência e calma, realmente não são o meu forte!

Passei séculos sem beber uma gota de álcool. Ás vezes por falta de companhia, outras por falta de vontade mesmo!
Achei um equilíbrio e um limite! Mesmo porque, se eu exagero o estômago é quem sofre! Se hoje eu bebo pouco, ocasionalmente e socialmente, é porque eu já bebi tudo que eu tive direito na adolescência. Já enchi a cara e já tive todos os porres que eu tinha pra ter!

Nunca esqueci meu nome, tá? Nunca fiz coisas que me envergonharia de contar (pelo contrário, conto e morro de rir). Nunca dei grandesvexame...
E eu confesso que fiquei bem careta depois de velha. Simplesmente não vejo mais tanta graça e julgo uma grande estupidez a das pessoas que acham que sem álcool não existe diversão!

Hoje em dia, eu acho que encontrei a tal "moderação" dos anúncios.

O que eu indico? Vinho com massa, Vodcka com qualquer coisa, Caipirinha bem preparada, Amarrula com chocolate, Batidas com frutas... Tem opções pra todo tipo de paladar!
Só não vale esquecer aquela tal de moderação! ;-)


Termino esse post com um diálogo da peça Nós na Fita, com Leandro Hassum e Marcius Mellhem (por acaso em duas únicas apresentações no Vivo Rio, dias 14 e 15 de fevereiro):

"-Já está mais do que comprovado, que em 30% dos acidentes automobilísticos o motorista havia ingerido álcool em excesso!
-Ah é? 70% bebeu água e se fodeu! Tâmo na frente, gente! Bóra beber!!!"










Explicando o post:



Vini, desafio aceito! Taí o post sobre bebida!

É assim que se acaba com uma boa reputação (ou não)
Isso é, se eu ainda tiver alguma...

*post agendado

6.2.09

Nota

A Florzinha mais perfumada do meu jardim foi arrancada do pé e murchou.
A Estrela mais brilhante do meu céu, apagou.
Uma das razões da minha vida e do meu sorriso também.

O Post hoje é aqui: http://twitter.com/carolrodrigues/status/1181697208

Pra mim já chega, não dá mais do que isso!

27.12.08

O Novo Ano Novo - de novo


Tomara que a gente consiga...

Acaba de ser lançado no mercado mais um ano novo, com as mesmas características dos outros anos novos:
Chega pontualmente no dia 1º de janeiro e vem cheio de promessas e esperanças.
Tem o mesmo comprimento e a mesma largura: 365x12.
Vem como todos os outros, com os mesmos defeitos de fabricação:
Apenas um domingo por semana.
Sem contar com a maioria dos feriados, colocados levianamente bem no meio das semanas – e não se aceitam reclamações.
Apesar de tudo tem exatamente um ano de garantia, às vezes parece mais, às vezes menos.
É um ano bastante acolhedor, com capacidade para abrigar toda a população do mundo, inclusive a que vai nascer.
Seu slogan para o consumo é o mesmo que vem sendo utilizado com sucesso desde o início:
"FELIZ ANO NOVO"
Se não der certo vem outro aí.


Crônica de Leon Eliachar
(e eu já postei isso antes)



Ia ter um post de Natal - e eu fiquei sem idéias (leia-se preguiça) de escrever.
Mas post de Ano Novo, não ia ter mesmo! Post de retrospectiva então, nem pensar!
Até existem coisas que merecem ser lembradas, mas existem muitas que não valem a fadiga!
E no mais, as coisas boas eu guardo comigo. As ruins ficarão junto com 2008: no passado!
Não vejo a hora de 2009 começar logo! É a ansiedade pelo novo, sabe? É o recomeço, são as novas espectativas, os novos planos, o cheiro de novidade pairando no ar...
Engraçadamente* 2009 não começa que nem aquela música dos Engenheiros do Hawaii que diz: "o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro".
Pelo menos pra mim, 2009 tá com um aspecto de renovação! E é disso que eu estou gostando...

Bom, Feliz Ano Novo, Boas Festas, Tudibão e blablabla
(não, eu não vou fazer a piada do "boas entradas")

14.10.08

Dos Fatos Inesperados

ou como inesperadamente me encontrei com Renato Russo


Tudo que acontece na vida surge de forma inesperada. Besta é quem acha que tudo parte de um planejamento. Você pode até planejar e executar algumas coisas com sucesso, mas os grandes acontecimentos - bons ou ruins - acontecem inesperadamente.
Como por exemplo, a morte de um parente próximo, o fim de um relacionamento, uma decisão repentina, uma mudança brusca... É de repente que você se vê obrigado a encarar uma nova rotina, uma nova realidade, um novo motivo...
Acontece. Ás vezes é bom e ás vezes não. Ás vezes é tudo que você precisava e outras vezes é tudo que não queria.
Mas acontece...

E me aconteceu de ter que encarar uma nova realidade de uma hora pra outra e foi esse o motivo do meu sumiço. Eu precisava respirar, colocar a cabeça no lugar porque os últimos acontecimentos tinham sido demais pra mim.

Ás vezes, por mais forte que você seja ou que te considerem, você cai tão feio que fica muito difícil se levantar sozinho. Eu caí muito feio e quase não consegui me levantar. Tive todo apoio que eu pedi e inesperadamente, de onde menos esperava e mais apoio do que esperava.
Tudo faz parte de um ciclo que termina para que outro comece e com um impulso e a ajuda certa, você acaba se levantando.

Eu continuo achando que a minha dor não passa na tv e não precisa passar num blog. Também descobri que não posso e não quero usar esse blog como um filtro de tudo que me acontece e que existem meios menos expostos de descarregar aqueles vômitos sentimentais que nos fazem tanto mal. Eventualmente acontece e eu posso acabar fazendo, mas é algo que eu já entendi ser desnecessário ou ter um momento certo.

Inesperadamente, acontecem coisas que te fazem perder a direção, que bagunçam teu caminho e te fazem perder o rumo. E de repente, você precisa encontrar outro.
Outras coisas pra sentir, pra viver, pra pensar, pra fazer...

E falando de novas coisas pra fazer, de repente eu estava em casa, com um amigo ao telefone, quando vi e comentei uma propaganda da peça "Renato Russo" com Bruce Gomlevsky, penúltima semana, em cartaz no Teatro João Caetano.
Sempre quis ver essa peça e das vezes que esteve em cartaz aqui no RJ acabei não indo por falta de companhia ou de dinheiro.
De repente:
-Vamos?
-Vamos. Quando?
-Hoje, semana que vem não posso.
-Mas.. mas... hoje?
-É, vamos. Eu vou!
-Mas eu... mas não vai dar tempo... mas eu moro longe... a hora... mas...
-Vai sim, vamos!
(algum tempo depois)
-Ei, eu vou!

Pelo Twitter, chamei a Talita e ela também foi.
Chegamos em cima da hora e quando entramos no Teatro, o "Renato Russo" já estava no palco. Sim, era ele!
Não, não era o Bruce Gomlevsky, era o Renato Russo mesmo!
Senti aquele arrepio que só mesmo um fã incondicional poderia entender.



Bruce Gomlevsky como Renato Russo


No monólogo acompanhado pela banda Arte Profana, a vida do líder da Legião Urbana é narrada cronologicamente desde os 15 anos de idade, em Brasília, até o final da vida consumida prematuramente pela doença.
Sempre fui fã de Legião e um dos maiores desgostos da minha vida foi nunca ter ido a um show sequer. Quando tive a oportunidade, era pirralha e minha mãe não me deixou ir.
Claro que, rebelde como era, briguei dias e dias por não ter ido e nunca me conformei com o impedimento.
Quando Renato Russo morreu, eu chorei o dia inteiro. Gritava com a minha mãe que ele tinha morrido e eu não o tinha conhecido pessoalmente, nunca tinha ido ao show da Legião por culpa dela. E por culpa dela* nunca mais poderia ir.
No dia seguinte, comprei o cd "A Tempestade", que eu estava enrrolando pra comprar e passei o outro dia inteiro chorando ouvindo as músicas que o Renato tinha feito e concordei com a crítica que dizia que era o cd mais triste da Legião.

"É tão estranho, os bons morrem jovens. Assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais."



Essa é uma das fotos que eu mais gosto...


Da rebeldia á dor, da alegria á depressão, do nascimento do filho á descoberta da doença, os momentos mais marcantes, mais importantes... Tá tudo lá, no palco, pra que quiser ver, ouvir e se emocionar.
Ao final do espetáculo, Bruce agradeceu a presença de todos dizendo que naquele mesmo dia completavam 2 anos em cartaz com a peça e homenageavam os 12 anos da morte do Renato.
Um arrepio subiu á pele naquele instante e um frio na boca do estômago me deixou de olhos arregalados. Pensei: "Caraca, é mesmo, hoje é 11 de outubro". Eu e Bruno ficamos nos olhando estupefatos, Talita ficou sem ação e nessas horas só um palavrão traduz: PQP!
Não, não combinamos de ver a peça exatamente nesse dia. Foi de repente, sem relação e emocionante - até mesmo por esse dado que só ficamos sabendo no final.

Renato Manfredini Jr. faleceu no dia 11 de outubro de 1996. A música brasileira perdeu um dos seus maiores ícones. Se não me engano, hoje ele teria 48 anos.


|| Urbana Legio Omnia Vincit || Força Sempre ||




Pra quem quiser assistir a peça:
Teatro João Caetano
De 22/08 a 19/10 - Sex, Sab e Dom
Horário: sex e sab, às 19h30; dom, às 18h30
Preço: R$20,00 - R$10,00 (meia)

11.9.08

De uma certa Música

"It's never been easy for me, to find words to go along with a melody
But this time there's actually something on my mind
So please forgive these few brief awkward lines"


Essa música tem aquela coisa que faz a gente suspirar, se apaixonar ou notar que está apaixonado.
Eu nunca achei simples, fácil e nem tampouco descomplicado encontrar as palavras certas para dizer ou escrever. Principalmente quando falo sobre o que eu sinto e cada vez que re-leio o que escrevo, penso 100 vezes se eu devo ou não mostrar, publicar... Acho tudo mal escrito, mal explicado, mal teorizado e mal traçado. Vejo todas as idéias opacas, sem cor, pouco nítidas e sem a graça que tinham quando as pensei. Houve um tempo em que rimas pobres me bastavam e composições medíocres cumpriam bem o seu papel. Houve um tempo, em que eu não precisava fazer força para explicar, porque tudo era simples de entender. Agora tudo precisa de uma outra vida, de uma outra cor, de palavras que ainda não foram inventadas. Nada é o suficiente para explicar o que não tem explicação. É tudo novo pra mim, porque desde que eu o conheci ele mudou tudo por aqui. E não foi fácil aceitar essa mudança, tanto o que eu relutei contra e nunca entendi o que ele conseguiu fazer, sem fazer força nenhuma. Hoje eu acredito no que não acreditava mais e enxergo a vida sob um novo ângulo, com um novo sentido. Eu já não acreditava que alguém pudesse conquistar a minha confiança da maneira que ele conquistou. Não queiram saber como é difícil ter a minha confiança. Mas ele consegue, ele tem e ele honra a cada segundo a confiança e o respeito que conquistou e que deixou conquistar. O passado e algumas experiências realmente ruins tinham deixado marcas e criado barreiras nas minhas relações atuais e futuras. E dessas barreiras, restam ruínas. É como voltar de um coma, abrir os olhos e ouvir "que bom que você está aqui".
Eu sempre soube que eu não era a melhor opção, sempre soube que uma hora ou outra eu o desapontaria, que vez ou outra eu ia pisar na bola, falar mais do que devo ou menos do que ele espera. Eu nunca fiz o papel da boa moça e sempre contei pra mim mesma a história da menina má que se dá mal no final porque só faz bobagem. Mas apesar de tudo isso, ele viu o que de melhor existe em mim, mesmo que muitas vezes, eu não enxergue o mesmo e me contou que a história que eu conhecia, pode ter um enredo diferente, um roteiro atual e um final feliz. Não existem palavras coloridas o bastante para pintar o quadro que eu vejo e nem cores vivas o suficiente para colorir esse contraste. Talvez eu não tenha tantas chances para dizer "o quanto", "o como" ou "o tanto" de tantas coisas. Talvez eu nunca tenha palavras para "o demonstrar", "o escrever", "o explicar". Talvez nem todo silêncio do universo seja capaz de exemplificar um certo silenciar. Talvez eu desperdice algumas oportunidades para um certo agir. Talvez aproveite outras para um agir certo. Talvez eu nunca entenda algumas coisas, talvez ele nunca entenda outras, talvez explique umas, entenda outras e é possível que, juntos, aprendamos muitas outras... O fato é que o que precisa ser simples, é! E o que preciso que ele saiba, ele sabe! E espero que as coisas que ele deseja que eu saiba, tenha certeza que eu sei! Como a verdade das palavras, aquelas palavras, que dizemos ao nos encontrar...


"And now I know,
I’ve already blown more chances than anyone should ever get
All I'm asking you is, don't write me off just yet
Don't write me off just yet"
Assista o Vídeo no Youtube



Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
Expresso pra Dois © Todos os direitos reservados :: Ilustração por Rafaela Melo :: voltar para o topo