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17.6.14

Uma verdade:

Auto-Retrato

Eu não sei mais o que fazer com esse blog!

27.6.12

Bad, bad server... No donuts for you.

Day 343/365 ~
Foto: Amanda Mabel

Eu tenho um monte de coisas pra dizer. São textos, crônicas e versos sem fim. Tenho até rimas, vejam só.
Tenho um monte de histórias para contar. Eu só não sei como. Nem quando. Nem se.
Não sei SE me apetece. Não sei SE interessa a mais alguém. Não sei SE eu ainda consigo verbalizar.

Para escrever do jeito que eu escrevo, é preciso alguma emoção.
Ou motivação. Ou inspiração. Ou sentimento.
Minha escrita é desordenada e sem sentido. É um desabafo que nem sempre o é. É um pulsar no texto que só termina no fim da inspiração, quando esgoto a ideia ou quando termino o que eu queria dizer.
Uma vez recebi um comentário em algum texto perdido por ai, em que a pessoa dizia chegar ao final do texto com falta de ar. E nada tinha a ver com a minha pontuação. Tinha a ver com o sentimento pulsando nas palavras. E é assim que a maioria dos textos são. Coloquem alguma emoção na leitura e vocês vão perceber.

O problema é que tudo isso se perdeu.
E não adianta refazer os caminhos que me trouxeram até aqui. Nem revistar os bolsos das calças recém lavadas. Não está lá.
Agora somos só nos dóis, o papel em branco e eu. Um não-expresso pra dois.
Aquele momento da relação em que você sequer tem assunto com a outra pessoa. O Silêncio constrangedor e o aroma do café. Um tira os pratos, outro lava a louça. Nada a dizer. Nem ao menos "bom dia".
Tarde demais? Sorry... I'm so sorry.

Estou novamente trocando o dia pela noite. Juntando um monte de nada e fazendo mais um tanto de nada. Voltando a um ponto do meu ciclo de vida em que eu não deveria voltar.
But, damned, como não voltar? Eu ando em círculos mas o eixo é o mesmo.
Nesse exato momento, eu deveria estar dormindo. O dia está amanhecendo. É o que faria sentido.
Eu ia programar o blog para publicar um dos rascunhos salvos aqui. Porque é isso que eu tenho feito, tenho publicado rascunhos de textos que escrevi há um, dois, cinco anos atrás.
Mas estou aqui escrevendo um maldito diarinho num blog que nem é diarinho, só porque não consigo mais escrever nada nele. Faz sentido? Claro que não. Se fizesse, não seria eu.

Eu sou esse amontoado de coisas que não fazem o mínimo sentido.
Mas a cada vez que alguém vier me perguntar "como você está", vou simular um ataque epilético. Ou talvez só uma queda de conexão.
O segredo da sobrevivência é se fazer de louco. Da minha, pelo menos.
E minha vida é muito divertida, só que não.
Digo, às vezes é. Quando simulo ataques epiléticos, já que as crises de consciência e personalidade e todas as outras crises que tenho são bem reais. As crises de criatividade, principalmente.

Não sei se essa é exatamente uma crise. Mesmo porque, ela já anda durando demais. Acho mesmo que a fonte secou. Bad news.
Sabem como é? Tipo quando você esgota todas as possibilidades de diagnóstico. É simplesmente mortal. E você simplesmente morre e não é lúpus. Chegou a hora e pum. Cabô você, cabô. Parece ser assim com a minha criatividade.
Já nem sei argumentar. Nem mesmo em assuntos que eu domino.
E isso é uma questão bem grande, na verdade. Eu sequer tenho vontade de conversar. Argumentar dá muito trabalho. Falo anham, unhum, seicomé, acontece... E pronto, já fui bastante sociável pra um diálogo. Porque olha... eu tenho preguiça das pessoas. Exagero? Na verdade é um esforço imenso.

Então, o que eu quero dizer com tudo isso, é que não adianta ouvir um "só depende de você" ou "dê um tempo" ou coisas assim.
Se só depende de mim mesma é ai que mora o problema.
Depender de mim nunca é uma condição sensata.
Também não depende da ajuda de alguém. Ou de um empurrãozinho da vida do universo e de tudo o mais.

A verdade, a verdade mesmo, é que eu cansei.
E não sei se todo o repouso do mundo vai dar jeito em alguma coisa.
Ou se toda a força do mundo pra levantar desse cansaço vai mudar algo.
E sim, é nesse ponto em que vocês percebem que eu não estive falando apenas sobre escrever ou ter inspiração. Esse é o ponto em que vocês ligam o que eu disse no começo com o que vou dizer agora.
Não tenho emoções a compartilhar. Nem motivações. Muito menos inspirações ou sentimentos.
Não consigo criar histórias ou personagens. Nem inventar uma combinação de palavras bonitas organizadas em frases e mais frases criativas. Talvez explique a crise? Talvez. Talvez explique o silêncio? É possível.
Mas ao mesmo tempo não explica e nem resolve coisa alguma. Isso aqui ainda é um imenso diarinho mimimi que ninguém vai ler. E quem ler, não vai entender, porque na verdade, não faz sentido.

E eu preciso dormir. Porque ficar escrevendo insanamente, só porque estou obcecada em falar bobagens pra ver se consigo calar a boca dessa maldita voz na minha cabeça, também não resolve coisa alguma.

E na verdade, eu acho que nem estou tentando resolver. Mas essa é só mais uma teoria.
Sorry about this.



Ps: E se você acompanha pelo Reader, SIM, eu editei o texto depois de postado. Leiam de novo.
E não, eu nunca tinha feito isso antes. Me julguem.

17.1.09

Dramalhão

“A outra abordagem da solidão,
É a solidão que você acha que não vai agüentar, que é carga demais,

Solidão que você jura por Deus que não merecia...”
~Oswaldo Montenegro


Não precisa ser necessariamente uma ‘solidão’, tem vezes que a gente acha que a vida esta mais pesada do que podemos carregar, mais triste do que podemos suportar, pior do que podemos imaginar...
Cada um com seus pobrêmas*, o peso que pesa pra mim não é o mesmo que pesa pra outras pessoas.
Tem vezes que a gente acha que ‘acorda mais só do que merecia’, aí bate um desespero de saber que não vamos agüentar...
Mas a gente agüenta, porque descobre que é mais forte do que pensava.

Tem vezes que estamos tão machucados, que achamos que não vamos sobreviver se sofrermos mais algum corte e ficamos desesperados se espetamos o dedo em um alfinete, pensando se vamos morrer ou dormir pra sempre.
E ao invés do beijo salvador do amor verdadeiro de um príncipe encantado, a gente muda de fábula e cai do alto da torre, porque esqueceu que já não é tão criança e que não tem longas tranças. O que acontece, é que o tombo nos faz acordar e perceber que apesar da queda, ainda estamos vivos!

Minha mãe e algumas mulheres, dizem que a dor do parto é uma ‘dor sem vergonha’, porque não é uma dor insuperável e quando você percebe, está planejando ter outro filho.
Meu tatuador diz que ‘dor de tatuagem vicia’, porque depois que você faz uma tatuagem, começa a planejar onde será a próxima (fato!).
Eu digo que dor é igual o fusquinha do meu amigo Eric: sempre cabe mais uma!
Sempre dá pra somar uma tristeza a mais na sua dor, sempre cabe mais uma dor no seu coração, sempre tem espaço pra mais uma reclamação na sua boca...

Tem vezes que dá tudo errado mesmo, que a vida fica complicada e que você não vê solução...
Mas ficar chorando e fazendo drama vai ajudar em alguma coisa?
Se for, me ensina então que eu viro expert em dramalhão da noite pro dia – poderei até ser chamada pra trabalhar em novela mexicana.
Nada, veja bem, nada é insuperável – e eu mesma preciso me convencer disso e procurar ver as coisas pelo lado bom.
Eu sempre digo que a vida é dividida em duas metades iguais: o bom e o ruim, 50% pra cada lado.
A única solução para esses dias em que tudo parece estar contra o que achamos aceitável, é procurar pela parte boa, se concentrar nela e parar de drama!
Aí quem sabe, no dia que você acordar se sentindo ‘mais só do que merecia’, carregando um peso maior do que pode agüentar ou achando que a sua vida está mais difícil do que a dos outros, você vai se olhar no espelho e dizer: Chega de drama! Basta!





*Só porque me pegaram pra ser o "Muro de Lamentações" da vez. E se tem uma coisa que muito me irrita, são essas pessoinhas que se julgam o centro do universo, achando que ninguém tem problemas piores que os dela! Sério, não façam isso.
É feio... É egoísta! É quase imoral!





Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
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