
Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!!!
=)
Sempre que eu leio esse título eu acho engraçado. Me lembra aqueles trava línguas, mais especificamente esse: dois pratos de trigo para dois tigres tristes. Trigues tistres, tistres trigues... Putas tristes!
Não sou nenhuma conhecedora de Gabriel Garcia Márques. Quando comecei a ler Cem Anos de Solidão, tive que devolver o livro pro dono antes de chegar na metade da metade e depois fiquei com má vontade de pegar e ler novamente. E os fãs podem até me chamar de blafesmadora, mas, não me encantou na época em que estava lendo.
Pode ser que um dia, eu até quero mesmo, eu leia Cem Anos de Solidão, mas por enquanto, vou me deter apenas na história das putas tristes como os tigres tristes do trava línguas!
Peguei o e-book pra ler quase que por distração. Quando notei que eram poucas páginas, resolvi ler. Alguém que devora livros com certa facilidade, consegue ler em um dia. Foi mais ou menos o que eu fiz, apesar de ter ficado com uma preguiça incomparável de terminar o livro.
Vão saber porque, eu explico!
Não achei um ‘puta’ livro como a crítica tem divulgado. E nem estaria no topo dos mais vendidos apenas pela história, nesse caso, é o nome do autor que pesa na quantidade de vendas.
O livro por si só, não faria todo esse sucesso se fosse de um autor menos conhecido e aclamado.
O livro é um pouco enrrolado, em certas partes enfadonho e entediante. Conta a história de um jornalista, no seu aniversário de noventa [noventa!!!] anos, resolve se dar de presente uma noite com uma adolescente virgem.
O Tema tem tudo pra ser um grande romance, mas desaponta principalmente por ser previsível.
O paradoxo “velho tarado – menina virgem”, “escritor – puta” ou ainda “moral – falta de moral”, não são assuntos inéditos.
Passa pela luxúria, relatos de velhice, visão do mundo e o aprendizado de um sentimento desconhecido: o amor.
Mas faltou alguma coisa, algum tempero, algum “UP” para uma história tão bem comentada.
Não me conquistou!
E a quem quiser comprar pra tirar as próprias opiniões, ficou na estante de “expectativas frustradas”, mas vale a leitura.
Nem que seja só pra me contrariar!
=o)
Mas velho tarado por velho tarado, eu prefiro o Humbert, personagem de Vladimir Nabokov no romance Lolita!
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Some nights typing "hug" just doesn't cut it!
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Por mais que eu me ache mulher, você sempre vai me ver como menina.
E essa menina tem trilhado vários caminhos, Mãe.
Alguns que me levarão para longe de você se eu continuar caminhando.
Mas Mãe, você nunca quis impedir os meus passos, embora você saiba para onde eles vão
Você sabe qual a importância da minha caminhada, Mãe
E sabe que quando eu vou pelo caminho errado, é pro teu colo que eu volto
De tantas vezes que eu chorei meus erros embaixo do teu cafuné
E de tantas outras vezes, que sem saber o que dizer,
Você me fazia um chá ou um café pra me acalmar as dores da alma
Mãe, você mais do que ninguém sabe o quanto eu sou teimosa
E do quanto posso ser insistente com as coisas que quero, com as decisões que eu tomo
Essa inquietação que você tem notado, é a certeza de que eu não quero desistir, Mãe
Não dessa vez
Eu preciso encontrar esse caminho, eu preciso chegar nesse destino, eu preciso não fracassar dessa vez
Você sabe que eu sonho demais, mas não sei como planejar esses sonhos
Eu crio esse mundo de palavras, deduzindo o que posso ser, se eu tentar ser quem sou
Ou que eu ainda posso ser
Eu sei que eu posso chegar lá, se dessa vez eu não olhar pras próprias pegadas
Me ensina, Mãe
Me ensina como eu posso chegar, como eu posso alcançar
Me estende a tua mão quando eu cair, mesmo que eu, orgulhosa, diga que não preciso da tua ajuda
Você sabe que eu preciso, Mãe! E sabe do quanto eu preciso, porque mesmo que eu não admita, vou precisar sempre!
Diz aquilo que eu preciso ouvir, mesmo que eu finja que não estou escutando
E me mostre que se eu sou a mulher que eu penso que sou, é só por causa da menina que você vê em mim
Mãe, eu tenho andado por caminhos que eu nem sei pra onde vão
Mas se me levarem pra longe de você, saiba que eu volto
É pro teu colo que eu sempre volto, Mãe
Com um rio de lágrimas ou de risos...
Mas agora lá fora, o mundo todo ainda parece uma ilha...
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Nota: Déjà Vu, porque eu passei por lá de novo esses dias
E porque eu já postei isso antes aqui
Marcadores: Déjà Vu
Eu fico me lembrando das vezes que os teus dedos percorriam as curvas do meu corpo.
E das vezes que eu traçava com a ponta dos dedos os traços do teu rosto, olhando cada detalhe das tuas expressões, como quem precisa te decorar para pintar um quadro.
Lembro das mãos entrelaçadas entre os cabelos, da confusão dos nossos fios, das linhas que tecem esse tecido verde emaranhado nos pelos do teu peito, do teu corpo...
Lembro do horizonte desconexo avistado da janela, do barulho da cidade esquecida lá fora, de um mundo inteiro perdido aqui dentro.
Dos paralelos, da paralexia, dos parangolés e das palmeiras frondosas, de folhas penadas planas...
Lembro bem, éramos sorrisos largos e contagiantes, que contaminavam a todos que por nós passassem.
E como não fosse o bastante, brincávamos feito criança sobre as desventuras do acaso.
Pintávamos o mundo com as nossas cores, colocávamos nossa trilha pra tocar nos bares e restaurantes.
E em cada esquina ou praça que passávamos, ficava a marca dos nossos passos.
Trocávamos as palavras das frases, o sentido das expressões e ríamos de um sentido que só nós entendíamos.
Cúmplices de um mesmo crime, aquele que jamais poderiam nos acusar.
Assim esquecíamos dos momentos tortuosos que nos esperavam com o amanhecer de outro dia.
Eu não consigo me esquecer...
Que enquanto eu chorava nos teus braços e você prendia o choro pra me consolar,
Que eu olhava de relance para o relógio observando o tempo inimigo que não queria mais esperar.
Que enquanto eu olhava no oceano profundo dos teus olhos verdes, percorria pelo meu corpo um pulsar gélido,
De quem sabe e pressente uma tempestade que demora muito pra acabar.
Lembro que cada palavra de despedida proferida por teus lábios, cravou o timbre da tua voz do meu peito, pra que eu jamais esquecesse daquele dia.
E eu que tinha uma porção de coisas pra dizer, não disse nada.
Eu me lembro que eu queria dizer aquele tipo de coisa que não se costuma dizer todos os dias;
Aquele tipo de coisa que não é como dizer 'bom dia' ou 'como vai você',
Mas meu silêncio não me deixa lembrar o que era.
Eu me lembro do chão sumindo embaixo dos meus pés, quando vi teus passos te levando pra longe dos meus.
Lembro-me da mão insensata acenando um adeus e do 'eu te amo' dito por sinais
De longe, quando deveria estar ao lado, ao alcance dos lábios, de um beijo ou de um afago.
Eu fico aqui lembrando e lembrar é o que me resta.
É o que me sobra pra resistir a essa saudade que eu sinto dos nossos recortes colados na parede,
É o que me sustenta pra colorir os dias que amanhecem cinzas, sem tuas cores e tintas,
É o que me abriga quando a noite esfria...
Agora eu não vou nada bem, porque onde eu vou, não é o mesmo lugar onde você vai - pra onde você foi.
E tudo que eu tenho falado por ai, em cartas, textos e folhas rabiscadas,
Não expressam nem um terço de metade do meu desejo.
O grande problema, é que sentir é muito mais fácil do que dizer.
E todas as coisas que eu gostaria de ter dito, não cabiam em palavras.
Eu fico aqui lembrando e lembrar é o que me resta.
E lembrando, alimento essa saudade parasita que se alimenta da tua ausência.
.
A Saudade é um parasita que se alimenta da tua ausência...
d-_-b O Amor é Filme
Marcadores: Moídos

Os pés descalços na grama, a água da chuva escorrendo pelos cabelos, pelos ombros e as lágrimas que rolam pelo rosto.
Quisera que fosse uma redenção.
Quisera, acima de tudo, que seus passos lhe conduzissem pra algum lugar distante, onde pudesse esquecer quem é e de onde veio.
Sobretudo, as coisas que fez.
Esquecer ou ao menos deixar de lembrar
Caminha mais um pouco e encontra uma pedra que não é a mais alta, mas que também não chegava a ser baixa.
De cima da pedra pôde ter uma visão um pouco mais ampla do lugar onde estava
De cima da pedra, tudo pareceu mais claro aos olhos acostumados á escuridão.
Então notou que não enxergava a luz por olhar sempre para baixo, sempre para as próprias pegadas.
Sentou-se na pedra e pela primeira vez, inclinou a cabeça de modo a observar o céu.
Chovia, mas apesar da chuva, o céu estava limpo. E pôde reparar na luz prateada da lua.
Começou a pensar quantas vezes na vida, lembrava-se de ter parado pra observar o céu, pra inventar desenhos nas formas das nuvens, pra contar as ondas lambendo-lhe os pés ou pra observar o nascer ou o pôr do sol.
Concluiu que eram poucas, muito poucas.
Sempre achou que esse tipo de coisa fosse próprio aos poetas e filósofos.
Que olham pro céu buscando respostas ou para o mar buscando inspiração para compor bossa nova.
Pensou que talvez, gostasse de ser uma dessas pessoas.
Esse tipo de gente que sabe admirar as pequenas coisas da vida, a poesia descomplicada dos versos simples.
E talvez gostasse de curtir os pequenos prazeres do dia a dia - aqueles permitidos e também os proibidos.
Mas sabia que precisava, antes de tudo, se encontrar.
Sabe aqueles momentos que você para, pensa e diz: “ok, essa sou eu”?
Essa é você!
E você caminhou descalça sentindo a grama nos seus pés, sentiu a água fria da chuva escorrer pelos seus cabelos, pela sua pele, encharcando a sua roupa.
Essa é você sentada nessa pedra, que não é a mais alta, mas que te deu essa visão quase virgem da lua cheia.
Cheia de pensamentos que você nunca teve antes.
Aprendendo a sentir os pequenos e necessários prazeres e torturas de ser quem você é.
Essa é você...
E quem é você?
*para a moça que eu vi sentada numa pedra, pensando na vida no meio de uma chuva
intensa
d-_-b La Valse d'Amelie
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